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  • Construtivismo 25 Perguntas Básicas ( Psicologia da Educação )

    16

    Nov
    16/11/2011 às 00h25

    25 QUESTÕES BÁSICAS SOBRE
    CONSTRUTIVISMO
    Revista NOVA ESCOLA

    1 — O que é o construtivismo?

    É o nome pelo qual se tomou conhecida uma nova linha pedagógica que vem ganhando terreno nas salas de aula há pouco mais de uma década. As maiores autoridades do construtivismo, contudo, não costumam admitir que se trate de uma pedagogia ou método de ensino, por ser um campo de estudo ainda recente, cujas práticas, salvo no caso da alfabetização, ainda requerem tempo para amadurecimento e sistematização.

    2- Em que se distingue a pedagogia construtivista, em linhas gerais?

    O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo à dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. Rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, como um prato feito, e utiliza de modo inovador técnicas tradicionais como, por exemplo, a memorização. Daí o termo "construtivismo", pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire. O construtivismo enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno.

    3 — Com base em que o construtivismo adota tais praticas?

    Com base nos estudos do psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980),. a maior autoridade do século sobre o processo de funcionamento da inteligência e de aquisição do conhecimento. Piaget demonstrou que a criança raciocina segundo estruturas lógicas próprias. que evoluem conforme faixas etárias definidas, e são diferentes da lógica madura do adulto. Por exemplo: se uma criança de 4 ou 5 anos transforma uma bolinha de massa em salsicha. ela conclui que a salsicha. por ser comprida, contém mais massa do que a bolinha. Não se trata de um erro, como se julgava antes de Piaget, mas de um raciocínio apropriado a essa faixa etária. O construtivismo procura desenvolver práticas pedagógicas sob medida para cada degrau de amadurecimento intelectual da criança.

    4 — Piaget criou o construtivismo?

    Nada mais falso. Ao contrário do que muitos imaginam, ele nunca se preocupou em formular uma pedagogia: dedicou a vida a investigar os processos da inteligência. Outros especialistas é que se valeram das suas descobertas para desenvolver propostas pedagógicas inovadoras.

    5 — De onde vem, então, o construtivismo?

    Quem adotou e tornou conhecida a expressão foi uma aluna e colaboradora de Piaget. a psicóloga Emilia Ferreiro. nascida na Argentina em 1936 e que atualmente mora no México. Partindo da teoria do mestre, ela pesquisou a fundo, e especificamente. o processo intelectual pelo qual as crianças aprendem a ler e a escrever, batizando de construtivismo sua própria teoria.

    6 — Então é ela a autora da pedagogia construtivista?

    Não. A exemplo de Piaget, Emilia se limitou a desenvolver uma teoria científica. Outros especialistas é que vêm utilizando suas descobertas, assim como as de Piaget. para formular novas propostas pedagógicas. No começo, o nome construtivismo se aplicava só à teoria de Emilia. Com o tempo, passaram a ser chamadas de construtivistas as novas propostas pedagógicas inspiradas em sua teoria, a própria teoria de Piaget e ate mesmo pedagogias anteriores, porem compatíveis, como a do educador soviético Lev Vygotsky (1896-1934).

    7 — O que a teoria de Emilia Ferreiro sustenta?

    A pesquisadora aplicou a teoria mais geral de Piaget na investigação dos processos de aprendizado da leitura e da escrita entre crianças na faixa de 4 a 6 anos. Constatou que a criança aprende segundo sua própria lógica e segue essa lógica até mesmo quando ela se choca com a lógica do método de alfabetização. Em resumo, as crianças não aprendem do jeito que são ensinadas. A teoria de Emilia abriu aos educadores a base científica para a formulação de novas propostas pedagógicas de alfabetização sob medida para a lógica infantil.

    8 — Qual é a lógica infantil na alfabetização, segundo Emilia Ferreiro?

    A pesquisadora constatou uma sequência lógica básica na faixa de 4 a 6 anos. Na primeira fase, a pré-silábica. a criança não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada e se agarra a uma letra mais simpática para "escrever". Por exemplo, pode escrever Marcelo como MMMMM ou AAAAAA. Na fase seguinte, a silábica, já interpreta a letra à sua maneira, atribuindo valor silábico a cada uma (para ela. MCO pode ser a grafia de Mar-ce-lo. em que M=mar, C=ce e L=lo). Um degrau acima, já na fase silábico-alfabética, mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas propriamente ditas. Por fim, na última fase, a alfabética, passa a dominar plenamente o valor das letras e silabas.

    9 — O construtivismo se aplica somente à alfabetização infantil?

    Não. Ainda se encontra muito vinculado à alfabetização, porque foi por essa área que começou a ser desenvolvido, a partir da base teórica proporcionada por Emilia Ferreiro. Contudo, práticas construtivistas, devidamente adaptadas, já estão bastante difundidas até a quarta série do primeiro grau. A partir da quinta série, porém, quando cada disciplina passa a ser ministrada por um professor especializado, tais práticas são menos utilizadas, até pela relativa escassez ainda registrada de pesquisas teóricas equivalentes às de Emilia.

    10 — Por que o construtivismo faz restrições à "prontidão" na alfabetização infantil?

    Com base nas teorias de Piaget e Emilia Ferreiro, os construtivistas consideram inútil a prontidão, ou seja, o treinamento motor que habitualmente se aplica às crianças como preparação do aprendizado da escrita. Para eles, aprender a ler e escrever é algo mais amplo e complexo do que adquirir destreza com o lápis.

    11 — O aluno formado pelo construtivismo fica bom de raciocínio, com mais senso crítico, porém mais fraco de conhecimentos?

    Não é bem assim. Os construtivistas insistem em que, embora o construtivismo enfatize o processo de aprendizagem, este não ocorre desligado do conteúdo: simplesmente não há como formar um indivíduo crítico no vazio. Portanto, a aquisição de informações é fundamental.

    12— Como o construtivismo transmite o conhecimento não passível de ser "construído" pelo aluno, como nomes de cidades ou de presidentes?

    O construtivismo estimula a descoberta do conhecimento pelo aluno. Evita afogá-lo com informações prontas e acabadas, mas quando necessário não hesita em valer-se da memorização. Neste caso, a professora deve escolher o momento oportuno e criar situações interessantes para transmitir esses conhecimentos, fugindo assim da rigidez da prática tradicional.

    13 — O construtivismo requer mais atenção individual ao aluno do que outras linhas de ensino?

    Sim, mas não com a obsessão que às vezes se imagina. Se o construtivismo admite que cada aluno tem o seu processo particular de aprendizagem, a professora deve conhecê-lo, acompanhá-lo e fazer as intervenções adequadas. Mas isso não quer dizer centralização total, ao contrário. O construtivismo valoriza muito o intercâmbio entre os alunos e o trabalho de grupo, em que a professora tem uma presença motivadora e menos impositiva.

    14 — Como a professora pode dar atenção individualizada em classes de 30 ou 40 alunos?

    O ideal é que as classes não sejam tão numerosas. Mas, de qualquer modo, vale a alternativa de trabalhar com duplas ou trios, agrupando as crianças por habilidades parecidas ou opostas, a critério da professora. No construtivismo, a professora aproveita a individualidade de cada aluno para o enriquecimento do grupo.

    15 — Por que o construtivismo contesta o ensino dirigido?

    Não é bem isso. O construtivismo considera a sistematização do ensino necessária, mas aplicada com bom senso e flexibilidade. Contesta, sim, que o currículo seja uma imposição unilateral, uma camisa-de-força, com etapas rígidas, sucessivas e inalteráveis. Não se aprende por pedacinhos, mas por mergulhos em conjuntos de problemas que envolvem vários conceitos ao mesmo tempo, afirmam os construtivistas.

    16 — Por que a alfabetização construtivista rejeita o uso da cartilha?

    Primeiro, porque a cartilha prevê etapas rígidas de aprendizagem, coisa que o construtivismo descarta. Segundo. porque os construtivistas acham que a linguagem geralmente usada nas cartilhas ("Bá-bé-bi". "Ivo viu a uva" etc.) é padronizada, artificial, distante do mundo conhecido pela criança.

    17— Por que o construtivismo faz restrições aos livros didáticos?

    Pelo fato de a maioria deles apresentar o conhecimento em sequência rígida, prevendo uma aprendizagem de conceitos baseada na memorização.

    18— E ao ensino da tabuada?

    O caso é diferente. A memorização é essencial para agilizar o cálculo mental, mas isso deve ocorrer após o aluno compreender o significado das operações aritméticas, como a multiplicação. O que os construtivistas não aceitam é a memorização puramente mecânica. conhecida como "decoreba".

    19— E a restrição ao ensino de regras gramaticais?

    O construtivismo contesta que o ensino da gramática seja o meio para se levar o aluno a entender e dominar o processo de escrever corretamente. Isso se adquire praticando a escrita, mesmo com erros gramaticais. A medida que o aluno vai dominando a escrita é que se passa a ensinar-lhe a gramática. As regras identificam certas regularidades da língua, mas para entendê-las é preciso tê-las percebido na prática.

    20 — Por que o construtivismo, em geral, não aceita o uso de fórmulas, como as de matemática e as de sintaxe?

    Não é que não aceite. A restrição é ao ensino de fórmulas como se fossem os conteúdos, pois elas não passam de esquemas sintéticos muito mais abstratos. A fórmula, em si mesma, não é o núcleo do conhecimento, mas aquilo que o sustenta.

    21 — Qual é o papel da professora no construtivismo e em que difere do ensino tradicional?

    Em vez de dar a matéria, numa aula meramente expositiva, a professora organiza o trabalho didático-pedagógico de modo que o aluno seja o co-piloto de sua própria aprendizagem. A professora fica na posição de mediadora ou facilitadora desse processo.

    22 — O que é necessário para ser uma boa professora construtivista?

    Mentalidade aberta, atitude investigativa. desprendimento intelectual, senso crítico, sensibilidade às mudanças do mundo combinada com iniciativa para torná-las significativas aos olhos dos alunos e flexibilidade para aceitar a si mesma em processo de mudança contínua. Ela precisa dar mais de si e precisa estar o tempo todo se renovando, para sustentar uma relação com os alunos que não se baseia na autoridade. mas na qualidade.

    23 — A professora construtivista precisa de uma orientadora pedagógica?

    Sim. A orientadora é importante, não para tutelar a professora, mas para servir de interlocutora com quem ela possa refletir sobre sua prática.

    24 — É possível ser construtivista em uma escola tradicional?

    Em geral, o projeto pedagógico de uma escola tradicional não favorece nem leva em conta o trabalho de uma professora que resolva tocar em outro tom. Embora seja difícil manter uma proposta individual num ambiente alheio a mudanças, há muitos casos assim. Além disso, deve-se considerar o fato de que é difícil uma escola passar a ser construtivista num só golpe. Isso ocorre de maneira paulatina, até porque o construtivismo, do mesmo modo que respeita os processos de transformação por que passam os alunos, também deve respeitar o das próprias professoras.

    25 — Existem manuais que ensinem a ser construtivista?

    Manuais, com tudo mastigado, não. Mas não falta material de apoio para que a professora comece a olhar seu trabalho de outro modo (leia bibliografia ao final deste texto). O fundamental, de qualquer maneira. é a prática. Calcula-se que são necessários ao menos dois anos de prática em classe, reforçados por reuniões semanais com outros colegas, para tornar-se uma boa professora construtivista.

  • Spectos Bio psicológicos - Currículo

    03

    Nov
    03/11/2011 às 11h19

    CURRICULUM COMO CONJUNTO ORGANIZADO DE EXPERIÊNCIAS EDUCATIVAS

    Curriculum como conjunto organizado de experiências educativas e de aprendizagem organizadas pela escola e vividas na escola envolve todas as experiências aquiridas pelos alunos na sua passagem pela escola, ou seja, a interacção com as pessoas, matérias, actividades, materiais e meios.

    Não permite destinção entre atividades curriculares e extracurriculares, pois tudo contribui num todo para a formação integral do aluno. Aprendizagem é mais do que a limitação de conteúdos programáticos feita na sala de aula: é a festa da escola, é o recreio no pátio, todo o processo de socialização

  • Aspectos Biopsicolóogicos da Educação - Currículo

    03

    Nov
    03/11/2011 às 10h55

    CURRÍCULO  - CONCEPÇÕES

    Apresentadas por diferentes estudiosos, aqui ficam apenas alguns:


    “Currículo em educação pré-escolar engloba todas as situações com as quais a criança se confronta na escola, estejam previstas ou não” (Meireles Coelho 1989)


    “A maioria do currículos em educação pré-escolar, organiza-se em torno de atividades, situações lúdicas ou experiências proporcionadas às crianças” (Ribeiro 1990)

    - Prevalece a componente lúdica e relacional e menos o conteúdo e avaliação.



    “Sequência organizada de tarefas ou propostas de tarefas de ensino-aprendizagem tem como a utilização de materiais, tudo decorrendo num determinado cenário” (Bairrão e Vasconcelos, 1997)

    - Sequência organizada em função da idade

    - Tarefas adequadas  ao desenvolvimento  mental e significativas

    - Culturamente matizadas: fontes de currículo de Albert apontam para este aspecto (documento, cultura inserida no contexto)

    -Diversificadas

    “currículo entendido como aquilo que acontece quando a maioria das atividades passa m pelas ações das crianças”:


    o educador precisa de planejar.
    * Currículo centrado na criança   * Cabe ao educador a tarefa de proporcionar um ambiente rico, estimulante, e acolhedor.
    * Valoriza-se a espontaneidade da criança


    ESTAS AFIRMAÇÕES LEVAM-NOS A PENSAR QUE O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO  INFANTIL DEVE:

    * Incluir todas as actividades planejadas ou não;
    * Privilegiar o currículo oculto-situações que não se prevêem mas que acontecem
    * Atribui importãncia às relações sociais que as crianças estabelecem no contexto educativo

  • Aspectos Biopsicológicos O Desenho e sua Evolução

    03

    Nov
    03/11/2011 às 10h50


    ASPECTOS BIO PSICOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO
    DESCOBERTA DE UM UNIVERSO: A EVOLUÇÃO DO DESENHO INFANTIL

    Autora: Thereza Bordoni

    " Antes eu desenhava como Rafael,
    mas precisei de toda uma existência
    para aprender a desenhar como as crianças".
    (Picasso)

    Os primeiros estudos sobre a produção gráfica das crianças datam do final do século passado e estão fundados nas concepções psicológicas e estéticas de então. É a psicologia genética, inspirada pelo evolucionismo e pelo princípio do paralelismo da filogênese com a ontogênese que impõe o estudo científico do desenvolvimento mental da criança (Rioux, 1951).
    As concepções de arte que permearam os primeiros estudos estavam calcadas em uma produção estética idealista e naturalista de representação da realidade. Sendo a habilidade técnica, portanto, uma fator prioritário. Foram poucos os pesquisadores que se ocuparam dos aspectos estéticos dos desenhos infantis.
    Luquet (1927 - França) fala dos 'erros' e 'imperfeições' do desenho da criança que atribui a 'inabilidade' e 'falta de atenção', além de afirmar que existe uma tendência natural e voluntária da criança para o realismo.
    Sully vê o desenho da criança como uma 'arte embrionária' onde não se deve entrever nenhum senso verdadeiramente artístico, porém, ele reconhece que a produção da criança contém um lado original e sugestivo. Sully afirma ainda que as crianças são mais simbolistas do que realistas em seus desenhos (Rioux, 1951).
    São os psicólogos portanto, que no final do século XIX descobrem a originalidade dos desenhos infantis e publicam as primeiras 'notas' e 'observações' sobre o assunto. De certa forma eles transpõem para o domínio do grafismo a descoberta fundamental de Jean Jacques Rousseau sobre a maneira própria de ver e de pensar da criança.
    As concepções relativas a infância modificaram-se progressivamente. A descoberta de leis próprias da psique infantil, a demonstração da originalidade de seu desenvolvimento, levaram a admitir a especificidade desse universo.

    A maneira de encarar o desenho infantil evolui paralelamente.

    Modo de expressão próprio da criança, o desenho constitui uma língua que possui vocabulário e sua sintaxe. Percebe-se que a criança faz uma relação próxima do desenho e a percepção pelo adulto. Ao prazer do gesto associa-se o prazer da inscrição, a satisfação de deixar a sua marca. Os primeiros rabiscos são quase sempre efetuados sobre livros e folhas aparentemente estimados pelo adulto, possessão simbólica do universo adulto tão estimado pela criança pequena.

    Ao final do seu primeiro ano de vida, a criança já é capaz de manter ritmos regulares e produzir seus primeiros traços gráficos, fase conhecida como dos rabiscos ou garatujas ( termo utilizado por Viktor Lowenfeld para nomear os rabiscos produzidos pela criança).

    O desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que, no início, dizem respeito à passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais ordenadas, fazendo surgir os primeiros símbolos Essa passagem é possível graças às interações da criança com o ato de desenhar e com desenhos de outras pessoas. Na garatuja, a criança tem como hipótese que o desenho é simplesmente uma ação sobre uma superfície, e ela sente prazer ao constatar os efeitos visuais que essa ação produziu. No decorrer do tempo, as garatujas, que refletiam sobretudo o prolongamento de movimentos rítmicos de ir e vir, transformam-se em formas definidas que apresentam maior ordenação, e podem estar se referindo a objetos naturais, objetos imaginários ou mesmo a outros desenhos. Na evolução da garatuja para o desenho de formas mais estruturadas, a criança desenvolve a intenção de elaborar imagens no fazer artístico. Começando com símbolos muito simples, ela passa a articulá-los no espaço bidimensional do papel, na areia, na parede ou em qualquer outra superfície. Passa também a constatar a regularidade nos desenhos presentes no meio ambiente e nos trabalhos aos quais ela tem acesso, incorporando esse conhecimento em suas próprias produções. No início, a criança trabalha sobre a hipótese de que o desenho serve para imprimir tudo o que ela sabe sobre o mundo. No decorrer da simbolização, a criança incorpora progressivamente regularidades ou códigos de representação das imagens do entorno, passando a considerar a hipótese de que o desenho serve para imprimir o que se vê.

    É assim que, por meio do desenho, a criança cria e recria individualmente formas expressivas, integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade, que podem então ser apropriadas pelas leituras simbólicas de outras crianças e adultos.

    O desenho está também intimamente ligado com o desenvolvimento da escrita. Parte atraente do universo adulto, dotada de prestigio por ser "secreta", a escrita exerce uma verdadeira fascinação sobre a criança, e isso bem antes de ela própria poder traçar verdadeiros signos. Muito cedo ela tenta imitar a escrita dos adultos. Porém, mais tarde, quando ingressa na escola verifica-se uma diminuição da produção gráfica, já que a escrita ( considerada mais importante) passa a ser concorrente do desenho.

    O desenho como possibilidade de brincar, o desenho como possibilidade de falar de registrar, marca o desenvolvimento da infância, porém em cada estágio, o desenho assume um caráter próprio. Estes estágios definem maneiras de desenhar que são bastante similares em todas as crianças, apesar das diferenças individuais de temperamento e sensibilidade. Esta maneira de desenhar própria de cada idade varia, inclusive, muito pouco de cultura para cultura.

    Luquet Distingue Quatro Estágios:

    1- Realismo fortuito: começa por volta dos 2 anos e põe fim ao período chamado rabisco. A criança que começou por traçar signos sem desejo de representação descobre por acaso uma analogia com um objeto e passa a nomear seu desenho.

    2- Realismo fracassado: Geralmente entre 3 e 4 anos tendo descoberto a identidade forma-objeto, a criança procura reproduzir esta forma.

    3- Realismo intelectual: estendendo-se dos 4 aos 10-12 anos, caracteriza-se pelo fato que a criança desenha do objeto não aquilo que vê, mas aquilo que sabe. Nesta fase ela mistura diversos pontos de vista ( perspectivas ).

    4- Realismo visual: É geralmente por volta dos 12 anos, marcado pela descoberta da perspectiva e a submissa às suas leis, daí um empobrecimento, um enxugamento progressivo do grafismo que tende a se juntar as produções adultas.

    Marthe Berson distingue três estágios do rabisco:

    1 - Estágio vegetativo motor: por volta dos 18 meses, o traçado e mais ou menos arredondado, conexo ou alongado e o lápis não sai da folha formando turbilhões.

    2 - Estágio representativo: entre dois e 3 anos, caracteriza-se pelo aparecimento de formas isoladas, a criança passa do traço continuo para o traço descontinuo, pode haver comentário verbal do desenho.

    3 - Estágio comunicativo: começa entre 3 e 4 anos, se traduz por uma vontade de escrever e de comunicar-se com outros. Traçado em forma de dentes de serra, que procura reproduzir a escrita dos adultos.

    Em Uma Análise Piagetiana, temos:

    1 - Garatuja: Faz parte da fase sensório motora ( 0 a 2 anos) e parte da fase pré-operacional (2 a 7 anos). A criança demonstra extremo prazer nesta fase. A figura humana é inexistente ou pode aparecer da maneira imaginária. A cor tem um papel secundário, aparecendo o interesse pelo contraste, mas não há intenção consciente. Pode ser dividida em:

    • Desordenada: movimentos amplos e desordenados. Com relação a expressão, vemos a imitação "eu imito, porém não represento". Ainda é um exercício.

    • Ordenada: movimentos longitudinais e circulares; coordenação viso-motora. A figura humana pode aparecer de maneira imaginária, pois aqui existe a exploração do traçado; interesse pelas formas (Diagrama).

    Aqui a expressão é o jogo simbólico: "eu represento sozinho". O símbolo já existe. Identificada: mudança de movimentos; formas irreconhecíveis com significado; atribui nomes, conta histórias. A figura humana pode aparecer de maneira imaginária, aparecem sóis, radiais e mandalas. A expressão também é o jogo simbólico.

    2 - Pré- Esquematismo: Dentro da fase pré-operatória, aparece a descoberta da relação entre desenho, pensamento e realidade. Quanto ao espaço, os desenhos são dispersos inicialmente, não relaciona entre si. Então aparecem as primeiras relações espaciais, surgindo devido à vínculos emocionais. A figura humana, torna-se uma procura de um conceito que depende do seu conhecimento ativo, inicia a mudança de símbolos. Quanto a utilização das cores, pode usar, mas não há relação ainda com a realidade, dependerá do interesse emocional. Dentro da expressão, o jogo simbólico aparece como: "nós representamos juntos".

    3 - Esquematismo: Faz parte da fase das operações concretas (7 a 10 anos).Esquemas representativos, afirmação de si mediante repetição flexível do esquema; experiências novas são expressas pelo desvio do esquema. Quanto ao espaço, é o primeiro conceito definido de espaço: linha de base. Já tem um conceito definido quanto a figura humana, porém aparecem desvios do esquema como: exagero, negligência, omissão ou mudança de símbolo. Aqui existe a descoberta das relações quanto a cor; cor-objeto, podendo haver um desvio do esquema de cor expressa por experiência emocional. Aparece na expressão o jogo simbólico coletivo ou jogo dramático e a regra.

    4 - Realismo: Também faz parte da fase das operações concretas, mas já no final desta fase. Existe uma consciência maior do sexo e autocrítica pronunciada. No espaço é descoberto o plano e a superposição. Abandona a linha de base. Na figura humana aparece o abandono das linhas. As formas geométricas aparecem. Maior rigidez e formalismo. Acentuação das roupas diferenciando os sexos. Aqui acontece o abandono do esquema de cor, a acentuação será de enfoque emocional. Tanto no Esquematismo como no Realismo, o jogo simbólico é coletivo, jogo dramático e regras existiram.

    5 - Pseudo Naturalismo: Estamos na fase das operações abstratas (10 anos em diante)É o fim da arte como atividade expontânea. Inicia a investigação de sua própria personalidade. Aparece aqui dois tipos de tendência: visual (realismo, objetividade); háptico ( expressão subjetividade) No espaço já apresenta a profundidade ou a preocupação com experiências emocionais (espaço subjetivo). Na figura humana as características sexuais são exageradas, presença das articulações e proporções. A consciência visual (realismo) ou acentuação da expressão, também fazem parte deste período. Uma maior conscientização no uso da cor, podendo ser objetiva ou subjetiva. A expressão aparece como: "eu represento e você vê" Aqui estão presentes o exercício, símbolo e a regra.

    E ainda alguns psicólogos e pedagogos, em uma linguagem mais coloquial, utilizam as seguintes referencias:

    • De 1 a 3 anos

    É a idade das famosas garatujas: simples riscos ainda desprovidos de controle motor, a criança ignora os limites do papel e mexa todo o corpo para desenhar, avançando os traçados pelas paredes e chão. As primeiras garatujas são linhas longitudinais que, com o tempo, vão se tornando circulares e, por fim, se fecham em formas independentes, que ficam soltas na página. No final dessa fase, é possível que surjam os primeiros indícios de figuras humanas, como cabeças com olhos.

    • De 3 a 4 anos

    Já conquistou a forma e seus desenhos têm a intenção de reproduzir algo. Ela também respeita melhor os limites do papel. Mas o grande salto é ser capaz de desenhar um ser humano reconhecível, com pernas, braços, pescoço e tronco.

    • De 4 a 5 anos

    É uma fase de temas clássicos do desenho infantil, como paisagens, casinhas, flores, super-heróis, veículos e animais, varia no uso das cores, buscando um certo realismo. Suas figuras humanas já dispõem de novos detalhes, como cabelos, pés e mãos, e a distribuição dos desenhos no papel obedecem a uma certa lógica, do tipo céu no alto da folha. Aparece ainda a tendência à antropomorfização, ou seja, a emprestar características humanas a elementos da natureza, como o famoso sol com olhos e boca. Esta tendência deve se estender até 7 ou 8 anos.

    • De 5 a 6 anos

    Os desenhos sempre se baseiam em roteiros com começo, meio e fim. As figuras humanas aparecem vestidas e a criança dá grande atenção a detalhes como as cores. Os temas variam e o fato de não terem nada a ver com a vida dela são um indício de desprendimento e capacidade de contar histórias sobre o mundo.

    • De 7 a 8 anos

    O realismo é a marca desta fase, em que surge também a noção de perspectiva. Ou seja, os desenhos da criança já dão uma impressão de profundidade e distância. Extremamente exigentes, muitas deixam de desenhar, se acham que seus trabalhos não ficam bonitos.

    Como podemos perceber o linha de evolução é similar mudando com maior ênfase o enfoque em alguns aspectos. O importante é respeitar os ritmos de cada criança e permitir que ela possa desenhar livremente, sem intervenção direta, explorando diversos materiais, suportes e situações.

    Para tentarmos entender melhor o universo infantil muitas vezes buscamos interpretar os seus desenhos, devemos porem lembrar que a interpretação de um desenho isolada do contexto em que foi elaborado não faz sentido.

    É aconselhável, ao professor, que ofereça às crianças o contato com diferentes tipos de desenhos e obras de artes, que elas façam a leitura de suas produções e escutem a de outros e também que sugira a criança desenhar a partir de observações diversas (cenas, objetos, pessoas) para que possamos ajudá-la a nutrisse de informações e enriquecer o seu grafismo. Assim elas poderão reformular suas idéias e construir novos conhecimentos.

    Enfim, o desenho infantil é um universo cheio de mundos a serem explorados.

    Referências Bibliográficas

    LUQUET, G.H. Arte Infantil. Lisboa: Companhia Editora do Minho, 1969.

    MALVERN, S.B. "Inventing 'child art': Franz Cizek and modernism" In: British Journal of Aesthetics, 1995, 35(3), p.262-272.

    MEREDIEU, F. O desenho Infantil. São Paulo: Cultrix, 1974.

    NAVILLE, Pierre. "Elements d'une bibliographie critique". In: Enfance, 1950, n.3-4, p. 310. Parsons, Michael J. Compreender a Arte. Lisboa: Ed. Presença, 1992.

    PIAGET, J. A formação dos símbolos na Infância. PUF, 1948

    RABELLO, Sylvio. Psicologia do Desenho Infantil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1935.

    READ, HEBERT. Educação Através da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1971.

    RIOUX, George. Dessin et Structure Mentale. Paris: Presses Universitaires de France, 1951.

    ROUMA, George. El Lenguage Gráfico del Niño. Buenos Aires: El Ateneo, 1947.

    REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL. Ministério da Educação e do Desporto, secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. 3v.

    Fonte do texto: http://espacoeducar-liza.blogspot.com/2011/06/artigo-evolucao-do-desenho-infantil.html#ixzz1WtusQd6d


    " Antes eu desenhava como Rafael,
    mas precisei de toda uma existência
    para aprender a desenhar como as crianças".
    (Picasso)



  • Piaget e seu método resumo

    11

    Set
    11/09/2011 às 20h25

    PIAGET e SEU MÉTODO RESUMO
    Estudou a inteligência humana.
    Coloca-se em destaque entre os teóricos que mais se inquietaram diante da origem da inteligência humana e que mais respostas deixou, partindo da investigação científica amplamente testadas e corrobadas( reforçadas, comprovadas ) em vários laboratórios de pesquisas epistemológicas da Europa e das Américas.

    Piaget mudou a psicologia  e a educação com suas pesquisas e idéias sobre a gênese (origem)  do conhecimento humano.
    Até pouco tempo atrás, e mesmo ainda hoje, em muitos lugares do mundo, as teorias de aprendizagem dividem-se em duas correntes: uma empirista e uma apriorista.
    Para os aprioristas  - A origem do conhecimento está no próprio sujeito, ou seja, sua bagagem cultural está geneticamente armazenada dentro dele, a função do professor é apenas estimular que estes conhecimento aflorem.

    Já para os que seguem as teorias empiristas - cujo princípio é tão longínquo quanto os ensinamentos de Aristóteles, as bases do conhecimento estão nos objetos, em sua observação. Para estes, o aluno é tabula rasa e o conhecimento é algo fluido, que pode ser repassado de um para outro pelo contato entre eles, seja de forma oral, escrita, gestual, etc.
    Rompendo com estes dois paradigmas, ou melhor dizendo, fundindo-os em um único, temos as teorias de Piaget . Jean Piaget foi um dos primeiros estudiosos a pesquisar cientificamente como o conhecimento era formado na mente de um pesquisador, tomando aqui a palavra pesquisador  no seu sentido mais amplo, uma vez que seus estudos iniciaram-se com a apreciação de bebes. Piaget observou como um recém-nascido passava do estado de não reconhecimento de sua individualidade frente o mundo que o cerca indo até a idade de adolescentes, onde já temos o início de operações de raciocínio mais complexas.


    Epistemologia enquanto a compreensão da origem do conhecimento humano, deveria ser o interesse mais presente na práxis ( ação, atividade, prática – processo pela qual uma teoria, lição ou  habilidade é executada ou praticada – prática do dia a dia ) - do professor.


    Método Clínico Experimental – É um procedimento para investigar como as crianças pensam, percebem e agem e sentem a natureza e o universo ou seja, o mundo. Tem como essência, não apenas uma entrevista, mas o objetivo investigativo do experimentador e da sua interação com o sujeito.

    Epstemologia Genética – Estudo da origem do conhecimento.
    Episteme –Significa Conhecimento.
    Logia – Significa – Estudo
    Gênese – Vem de origem
    Interessa para Piaget saber como nasce a inteligência do ser humano e como se passa de um estudo de menor conhecimento para um de maior.



  • Piaget - Duvidas - A teoria Básica de Jean Piaget

    11

    Set
    11/09/2011 às 19h48

    PIAGET -DÚVIDAS

    A TEORIA BÁSICA
    DE JEAN PIAGET

    José Luiz de Paiva Bello
    Vitória, 1995


    Desde muito cedo Jean Piaget demonstrou sua capacidade de observação. Aos onze anos percebeu um melro albino em uma praça de sua cidade. A observação deste pássaro gerou seu primeiro trabalho científico. Formado em Biologia interessou-se por pesquisar sobre o desenvolvimento do conhecimento nos seres humanos. As teorias de Jean Piaget, portanto, tentam nos explicar como se desenvolve a inteligência nos seres humanos. Daí o nome dado a sua ciência de Epistemologia Genética, que é entendida como o estudo dos mecanismos do aumento dos conhecimentos.
    Convém esclarecer que as teorias de Piaget têm comprovação em bases científicas. Ou seja, ele não somente descreveu o processo de desenvolvimento da inteligência mas, experimentalmente, comprovou suas teses.
    Resumir a teoria de Jean Piaget não é uma tarefa fácil, pois sua obra tem mais páginas que a Enciclopédia Britânica. Desde que se interessou por desvendar o desenvolvimento da inteligência humana, Piaget trabalhou compulsivamente em seu objetivo, até às vésperas de sua morte, em 1980, aos oitenta e quatro anos, deixando escrito aproximadamente setenta livros e mais de quatrocentos artigos. Repassamos aqui algumas idéias centrais de sua teoria, com a colaboração do “Glossário de Termos”.


    1 - A inteligência para Piaget é o mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e, como tal, implica a construção contínua de novas estruturas. Esta adaptação refere-se ao mundo exterior, como toda adaptação biológica. Desta forma, os indivíduos se desenvolvem intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam. O que vale também dizer que a inteligência humana pode ser exercitada, buscando um aperfeiçoamento de potencialidades, que evolui "desde o nível mais primitivo da existência, caracterizado por trocas bioquímicas até o nível das trocas simbólicas" (RAMOZZI-CHIAROTTINO apud CHIABAI, 1990, p. 3).


    2 - Para Piaget o comportamento dos seres vivos não é inato, nem resultado de condicionamentos. Para ele o comportamento é construído numa interação entre o meio e o indivíduo. Esta teoria epistemológica (epistemo = conhecimento; e logia = estudo) é caracterizada como interacionista. A inteligência do indivíduo, como adaptação a situações novas, portanto, está relacionada com a complexidade desta interação do indivíduo com o meio. Em outras palavras, quanto mais complexa for esta interação, mais “inteligente” será o indivíduo. As teorias piagetianas abrem campo de estudo não somente para a psicologia do desenvolvimento, mas também para a sociologia e para a antropologia, além de permitir que os pedagogos tracem uma metodologia baseada em suas descobertas.


    3 - “Não existe estrutura sem gênese, nem gênese sem estrutura” (Piaget). Ou seja, a estrutura de maturação do indivíduo sofre um processo genético e a gênese depende de uma estrutura de maturação. Sua teoria nos mostra que o indivíduo só recebe um determinado conhecimento se estiver preparado para recebê-lo. Ou seja, se puder agir sobre o objeto de conhecimento para inserí-lo num sistema de relações. Não existe um novo conhecimento sem que o organismo tenha já um conhecimento anterior para poder assimilá-lo e transformá-lo. O que implica os dois pólos da atividade inteligente: assimilação e acomodação. É assimilação na medida em que incorpora a seus quadros todo o dado da experiência ou ëstruturação por incorporação da realidade exterior a formas devidas à atividade do sujeito (Piaget, 1982). É acomodação na medida em que a estrutura se modifica em função do meio, de suas variações. A adaptação intelectual constitui-se então em um "equilíbrio progressivo entre um mecanismo assimilador e uma acomodação complementar" (Piaget, 1982). Piaget situa, segundo Dolle, o problema epistemológico, o do conhecimento, ao nível de uma interação entre o sujeito e o objeto. E "essa dialética resolve todos os conflitos nascidos das teorias, associacionistas, empiristas, genéticas sem estrutura, estruturalistas sem gênese, etc. ... e permite seguir fases sucessivas da construção progressiva do conhecimento" (1974, p. 52).


    4 - O desenvolvimento do indivíduo inicia-se no período intra-uterino e vai até aos 15 ou 16 anos. Piaget diz que a embriologia humana evolui também após o nascimento, criando estruturas cada vez mais complexas. A construção da inteligência dá-se portanto em etapas sucessivas, com complexidades crescentes, encadeadas umas às outras. A isto Piaget chamou de “construtivismo sequencial”.


    A seguir os períodos em que se dá este desenvolvimento motor, verbal e mental.


    A. Período Sensório-Motor - do nascimento aos 2 anos, aproximadamente.
    A ausência da função semiótica é a principal característica deste período. A inteligência trabalha através das percepções (simbólico) e das ações (motor) através dos deslocamentos do próprio corpo. É uma inteligência iminentemente prática. Sua linguagem vai da ecolalia (repetição de sílabas) à palavra-frase ("água" para dizer que quer beber água) já que não representa mentalmente o objeto e as ações. Sua conduta social, neste período, é de isolamento e indiferenciação (o mundo é ele).


    B. Período Simbólico - dos 2 anos aos 4 anos, aproximadamente.
    Neste período surge a função semiótica que permite o surgimento da linguagem, do desenho, da imitação, da dramatização, etc.. Podendo criar imagens mentais na ausência do objeto ou da ação é o período da fantasia, do faz de conta, do jogo simbólico. Com a capacidade de formar imagens mentais pode transformar o objeto numa satisfação de seu prazer (uma caixa de fósforo em carrinho, por exemplo). É também o período em que o indivíduo “dá alma” (animismo) aos objetos ("o carro do papai foi 'dormir' na garagem"). A linguagem está a nível de monólogo coletivo, ou seja, todos falam ao mesmo tempo sem que respondam as argumentações dos outros. Duas crianças “conversando” dizem frases que não têm relação com a frase que o outro está dizendo. Sua socialização é vivida de forma isolada, mas dentro do coletivo. Não há liderança e os pares são constantemente trocados.
    Existem outras características do pensamento simbólico que não estão sendo mencionadas aqui, uma vez que a proposta é de sintetizar as idéias de Jean Piaget, como por exemplo o nominalismo (dar nomes às coisas das quais não sabe o nome ainda), superdeterminação (“teimosia”), egocentrismo (tudo é “meu”), etc.


    C. Período Intuitivo - dos 4 anos aos 7 anos, aproximadamente.
    Neste período já existe um desejo de explicação dos fenômenos. É a “idade dos porquês”, pois o indíviduo pergunta o tempo todo. Distingue a fantasia do real, podendo dramatizar a fantasia sem que acredite nela. Seu pensamento continua centrado no seu próprio ponto de vista. Já é capaz de organizar coleções e conjuntos sem no entanto incluir conjuntos menores em conjuntos maiores (rosas no conjunto de flores, por exemplo). Quanto à linguagem não mantém uma conversação longa mas já é capaz de adaptar sua resposta às palavras do companheiro.
    Os Períodos Simbólico e Intuitivo são também comumente apresentados como Período Pré-Operatório.


    D. Período Operatório Concreto - dos 7 anos aos 11 anos, aproximadamente.
    É o período em que o indivíduo consolida as conservações de número, substância, volume e peso. Já é capaz de ordenar elementos por seu tamanho (grandeza), incluindo conjuntos, organizando então o mundo de forma lógica ou operatória. Sua organização social é a de bando, podendo participar de grupos maiores, chefiando e admitindo a chefia. Já podem compreender regras, sendo fiéis a ela, e estabelecer compromissos. A conversação torna-se possível (já é uma linguagem socializada), sem que no entanto possam discutrir diferentes pontos de vista para que cheguem a uma conclusão comum.


    E. Período Operatório Abstrato - dos 11 anos em diante.
    É o ápice do desenvolvimento da inteligência e corresponde ao nível de pensamento hipotético-dedutivo ou lógico-matemático. É quando o indivíduo está apto para calcular uma probabilidade, libertando-se do concreto em proveito de interesses orientados para o futuro. É, finalmente, a “abertura para todos os possíveis”. A partir desta estrutura de pensamento é possível a dialética, que permite que a linguagem se dê a nível de discussão para se chegar a uma conclusão. Sua organização grupal pode estabelecer relações de cooperação e reciprocidade.


    5 - A importância de se definir os períodos de desenvolvimento da inteligência reside no fato de que, em cada um, o indivíduo adquire novos conhecimentos ou estratégias de sobrevivência, de compreensão e interpretação da realidade. A compreensão deste processo é fundamental para que os professores possam também compreender com quem estão trabalhando.
    A obra de Jean Piaget não oferece aos educadores uma didática específica sobre como desenvolver a inteligência do aluno ou da criança. Piaget nos mostra que cada fase de desenvolvimento apresenta características e possibilidades de crescimento da maturação ou de aquisições. O conhecimento destas possibilidades faz com que os professores possam oferecer estímulos adequados a um maior desenvolvimento do indivíduo.
    “Aceitar o ponto de vista de Piaget, portanto, provocará turbulenta revolução no processo escolar (o professor transforma-se numa espécia de ‘técnico do time de futebol’, perdendo seu ar de ator no palco). (...) Quem quiser segui-lo tem de modificar, fundamentalmente, comportamentos consagrados, milenarmente (aliás, é assim que age a ciência e a pedagogia começa a tornar-se uma arte apoiada, estritamente, nas ciências biológicas, psicológicas e sociológicas). Onde houver um professor ‘ensinando’... aí não está havendo uma escola piagetiana!” (Lima, 1980, p. 131).


    O lema “o professor não ensina, ajuda o aluno a aprender”, do Método Psicogenético, criado por Lauro de Oliveira Lima, tem suas bases nestas teorias epistemológicas de Jean Piaget. Existem outras escolas, espalhadas pelo Brasil, que também procuram criar metodologias específicas embasadas nas teorias de Piaget. Estas iniciativas passam tanto pelo campo do ensino particular como pelo público. Alguns governos municipais, inclusive, já tentam adotá-las como preceito político-legal.
    Todavia, ainda se desconhece as teorias de Piaget no Brasil. Pode-se afirmar que ainda é limitado o número daqueles que buscam conhecer melhor a Epistemologia Genética e tentam aplicá-la na sua vida profissional, na sua prática pedagógica. Nem mesmo as Faculdades de Educação, de uma forma geral, preocupam-se em aprofundar estudo nestas teorias. Quando muito oferecem os períodos de desenvolvimento, sem permitir um maior entendimento por parte dos alunos.



    Chamada de inatismo, essa perspectiva sustenta que as pessoas naturalmente carregam certas aptidões, habilidades, conceitos, conhecimentos e qualidades em sua bagagem hereditária. Tal concepção motivou um tipo de ensino que acredita que o educador deve interferir o mínimo possível, apenas trazendo o saber à consciência e organizando-o. "Em resumo, o estudante aprende por si mesmo", escreve Fernando Becker, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no livro Educação e Construção do Conhecimento.



    Virou quase uma obrigação. Não há (ou pelo menos não deveria haver) professor que inicie a abordagem de um conteúdo sem antes identificar o que sua turma efetivamente conhece sobre o que será tratado. Apesar de corriqueira nos dias de hoje, a prática estava ausente da rotina escolar até o início do século passado. Foi Jean Piaget (1896-1980) quem primeiro chamou a atenção para a importância daquilo que, no atual jargão da área, convencionou chamar-se de conhecimento prévio (leia um resumo do conceito na última página).

    As investigações do cientista suíço foram feitas sob a perspectiva do desenvolvimento intelectual. Para entender como a criança passa de um conhecimento mais simples a outro mais complexo, Piaget conduziu um trabalho que durou décadas no Instituto Jean-Jacques Rousseau e no Centro Internacional de Epistemologia Genética, ambos em Genebra, Suíça. Ao observar exaustivamente como os pequenos comparavam, classificavam, ordenavam e relacionavam diferentes objetos, ele compreendeu que a inteligência se desenvolve por um processo de sucessivas fases (leia um trecho de livro na página 3). Dependendo da qualidade das interações de cada sujeito com o meio, as estruturas mentais - condições prévias para o aprendizado, conforme descreve o suíço em sua obra - vão se tornando mais complexas até o fim da vida. Em cada fase do desenvolvimento, elas determinam os limites do que os indivíduos podem compreender.

    Dessa perspectiva, fica claro que o cerne de sua investigação relaciona-se à capacidade de raciocínio. Por não estudar o processo do ponto de vista da Educação formal, Piaget não se interessava tanto pelo conhecimento como conteúdo de ensino. Na década de 1960, esse tema mereceu a atenção de outro célebre pensador da Psicologia da Educação, o americano David Ausubel (1918-2008). "Ele foi possivelmente um dos primeiros a usar a expressão conhecimento prévio, hoje consagrada entre os professores", diz Evelyse dos Santos Lemos, pesquisadora do ensino de Ciências e Biologia do Instituto Oswaldo Cruz.

    De acordo com Ausubel, o que o aluno já sabe - a ideia-âncora, na sua denominação - é a ponte para a construção de um novo conhecimento por meio da reconfiguração das estruturas mentais existentes ou da elaboração de outras novas. Quando a criança reflete sobre um conteúdo novo, ele ganha significado e torna mais complexo o conhecimento prévio. Para o americano, o conjunto de saberes que a pessoa traz como contribuição ao aprendizado é tão essencial que mereceu uma citação contundente, no livro Psicologia Educacional: "O fator isolado mais importante influenciando a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Descubra isso e ensine-o de acordo".

    Ao enfatizarem aspectos distintos do conhecimento prévio, as visões de Piaget e Ausubel se complementam. "Para aprender algo são necessárias estruturas mentais que deem conta de novas complexidades e também conteúdos anteriores que ajudam a assimilar saberes", diz Fernando Becker, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

    Chamada de inatismo, essa perspectiva sustenta que as pessoas naturalmente carregam certas aptidões, habilidades, conceitos, conhecimentos e qualidades em sua bagagem hereditária. Tal concepção motivou um tipo de ensino que acredita que o educador deve interferir o mínimo possível, apenas trazendo o saber à consciência e organizando-o. "Em resumo, o estudante aprende por si mesmo", escreve Fernando Becker, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no livro Educação e Construção do Conhecimento.


  • Bases da teoria e dúvidas sobre piaget

    11

    Set
    11/09/2011 às 19h38


    BASES  DA TEORIA E DÚVIDAS  SOBRE PIAGET
    O trabalho do Epistemólogo suíço Jean Piaget é, sem dúvida alguma, uma das principais contribuições ao entendimento de como o ser humano se desenvolve. Os seus estudos, juntamente com colaboradores, no Centro de Epistemologia Genética de Genebra tiveram, e têm ainda, uma profunda influência sobre Psicólogos, Pedagogos e Educadores em geral e o entendimento dos principais resultados por ele obtidos é fundamental, para que a atividade docente seja realmente produtiva e eficiente.
    A obra de Piaget, construída ao longo de várias décadas, é impossível de ser reduzida a algumas poucas páginas sem perda considerável de conteúdo. O objetivo é apenas o de colocar o futuro professor frente a alguns conceitos básicos da obra piagetiana.

    Outro alerta que deve ser dado é o de que Piaget não se preocupou com o ambiente escolar propriamente dito. Sua preocupação sempre foi com a gênese do conhecimento na criança e no adolescente e nunca foi a de como ensinar. Todas as chamadas escolas construtivistas, ou teorias construtivistas nas quais as primeiras se baseiam, são desenvolvimentos a posteriori a partir das conseqüências dos trabalhos de Piaget e colaboradores.
    O núcleo da teoria piagetiana
    A tese fundamental do pensamento piagetiano é de que somente uma visão desenvolvimentista do conhecimento pode prover uma resposta a problemas que, tradicionalmente, são evitados pela filosofia especulativa.
    O nome Epistemologia Genética, dado por Piaget a sua obra, denota a sua principal preocupação. Em primeiro lugar, Piaget se define como um Epistemólogo. A Epistemologia é definida como uma reflexão sobre os métodos empregados nas Ciências: Epistêmê (ciência) + logos (tratado estudo)1. Portanto, a primeira preocupação de Piaget diz respeito a forma como o conhecimento surge no ser humano. Em segundo lugar, a Epistemologia Genética objetiva explicar a continuidade entre processos biológicos e cognitivos, sem tentar reduzir os últimos aos primeiros (daí porque o termo genético).
    Contrariamente à Epistemologia clássica, que está preocupada em explicar as causas mesmas do conhecimento no ser humano, em Piaget ocorre uma mudança no entendimento de quais são as perguntas a serem respondidas pela teoria. O foco da teoria deixa de ser a explicação causal (no
    1 Epistemologia: Estudo crítico das ciências destinado a determinar suas origens lógicas, seus valores e seus escopos. (Le Petit Robert1996). Trad. nossa.

    O etnocentrismo consiste em privilegiar um universo de representações propondo-o como modelo e reduzindo à insignificância os demais universos e culturas “diferentes”.

    Chamada de inatismo, essa perspectiva sustenta que as pessoas naturalmente carregam certas aptidões, habilidades, conceitos, conhecimentos e qualidades em sua bagagem hereditária. Tal concepção motivou um tipo de ensino que acredita que o educador deve interferir o mínimo possível, apenas trazendo o saber à consciência e organizando-o. "Em resumo, o estudante aprende por si mesmo.",

    Virou quase uma obrigação. Não há (ou pelo menos não deveria haver) professor que inicie a abordagem de um conteúdo sem antes identificar o que sua turma efetivamente conhece sobre o que será tratado. Apesar de corriqueira nos dias de hoje, a prática estava ausente da rotina escolar até o início do século passado. Foi Jean Piaget (1896-1980) quem primeiro chamou a atenção para a importância daquilo que, no atual jargão da área, convencionou chamar-se de conhecimento prévio.

    As investigações do cientista suíço foram feitas sob a perspectiva do desenvolvimento intelectual. Para entender como a criança passa de um conhecimento mais simples a outro mais complexo, Piaget conduziu um trabalho que durou décadas no Instituto Jean-Jacques Rousseau e no Centro Internacional de Epistemologia Genética, ambos em Genebra, Suíça. Ao observar exaustivamente como os pequenos comparavam, classificavam, ordenavam e relacionavam diferentes objetos, ele compreendeu que a inteligência se desenvolve por um processo de sucessivas fases.  Dependendo da qualidade das interações de cada sujeito com o meio, as estruturas mentais - condições prévias para o aprendizado, conforme descreve o suíço em sua obra - vão se tornando mais complexas até o fim da vida. Em cada fase do desenvolvimento, elas determinam os limites do que os indivíduos podem compreender.

    Dessa perspectiva, fica claro que o cerne de sua investigação relaciona-se à capacidade de raciocínio. Por não estudar o processo do ponto de vista da Educação formal, Piaget não se interessava tanto pelo conhecimento como conteúdo de ensino. Na década de 1960, esse tema mereceu a atenção de outro célebre pensador da Psicologia da Educação, o americano David Ausubel (1918-2008). "Ele foi possivelmente um dos primeiros a usar a expressão conhecimento prévio, hoje consagrada entre os professores", diz Evelyse dos Santos Lemos, pesquisadora do ensino de Ciências e Biologia do Instituto Oswaldo Cruz.

    De acordo com Ausubel, o que o aluno já sabe - a ideia-âncora, na sua denominação - é a ponte para a construção de um novo conhecimento por meio da reconfiguração das estruturas mentais existentes ou da elaboração de outras novas. Quando a criança reflete sobre um conteúdo novo, ele ganha significado e torna mais complexo o conhecimento prévio. Para o americano, o conjunto de saberes que a pessoa traz como contribuição ao aprendizado é tão essencial que mereceu uma citação contundente, no livro Psicologia Educacional: "O fator isolado mais importante influenciando a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Descubra isso e ensine-o de acordo".

    Ao enfatizarem aspectos distintos do conhecimento prévio, as visões de Piaget e Ausubel se complementam. "Para aprender algo são necessárias estruturas mentais que deem conta de novas complexidades e também conteúdos anteriores que ajudam a assimilar saberes", diz Fernando Becker, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

    Etimologia da Palavra                                            
    epistemo = conhecimento
    logia = estudo

    A Epistemologia Genética é a teoria desenvolvida por Jean Piaget, e consiste numa síntese das teorias então existentes, o apriorismo e o empirismo. Piaget não acredita que o conhecimento seja inerente ao próprio sujeito, como postula o apriorismo, nem que o conhecimento provenha totalmente das observações do meio que o cerca, como postula o empirismo.
    Para Piaget, o conhecimento é gerado através de uma interação do sujeito com seu meio, a partir de estruturas existentes no sujeito. Assim sendo, a aquisição de conhecimentos depende tanto das estruturas cognitivas do sujeito como de sua relação com os objetos. Durante sessenta anos, Jean Piaget coordenou projetos de pesquisas, que deram base à compreensão contemporânea do desenvolvimento infantil. Piaget estava interessado em investigar como o conhecimento se desenvolvia nos humanos. Piaget fez sua formação inicial em Biologia e por isso alguns conceitos desta disciplina influenciaram sua teoria e descobertas sobre o desenvolvimento infantil.

    Estrutura e aprendizagem
    Na concepção piagetiana, a aquisição de conhecimento só ocorre mediante a consolidação das estruturas de pensamento e portanto sempre se dá após a consolidação do esquema que a suporta, da mesma forma a passagem de um estádio a outro está dependente da consolidação e superação do anterior.
    Para Piaget, o desenvolvimento ocorre de forma que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores.

    Sua teoria depende de 4 elementos:                                     
    1. Maturação do sistema nervoso central   2. Experiências físicas e lógico-matemáticas  3. Ambiente social 4. Equilibração das estruturas cognitivas

    Sensório-Motor
    A criança busca adquirir coordenação motora e aprender sobre os objetos que a rodeiam.
    . Período mais elementar
    . Período em que a criança capta o mundo pelas sensações;
    . O bebe pequeno não separa o eu do objeto
    . É como se ele e o mundo fosse uma coisa só

    Pré-Operatório
    A criança adquire a habilidade verbal e simbólica. Nesse estágio, ela inicia a nomear objetos e raciocinar intuitivamente, mas ainda não consegue realizar operações lógicas:
    . Fase bastante egocêntrica
    . Realiza representações mentais de objetos

    Operatório Concreto
    A criança começa a formar conceitos como os números e classes.
    Possui lógica consistente e habilidade de solucionar problemas concretos.

    Operatório Formal
    O adolescente começa a raciocinar de forma lógica com enunciados puramente verbais (hipóteses)
    . raciocínio hipotético-dedutivo; /deduções lógicas sem o apoio de objetos concretos; /  refletir para além do real presente
    . refletir sobre possibilidades; /fazer planos /elaborar “teorias”/construir “sistemas”

    Para Piaget, há uma distinção entre inteligência e pensamento:
    A inteligência é a solução de um problema novo para o indivíduo, é a coordenação dos meios para atingir um certo fim, que não é acessível de maneira imediata; enquanto o pensamento é a inteligência interiorizada e se apoiando não mais sobre a ação direta, mas sobre um simbolismo, sobre a evocação simbólica pela linguagem, pelas imagens mentais, etc.
    Portanto, é possível a existência de inteligência sem pensamento, como na fase sensório motora2.

  • sociologia da educação - A influência das brincadeiras na socialização das crianças

    11

    Set
    11/09/2011 às 18h42

    A influência da brincadeira na socialização da criança

    Quanto mais nova a criança, mais individual e egocêntrica é a sua brincadeira. “A essa centração da criança nela mesma, Piaget chama de egocêntrica. Não significando com isso uma hipertrofia da consciência do eu, mas simplesmente uma incapacidade momentânea da criança de descentrar-se, isto é, colocar-se em outro ponto de vista que não o próprio”. (Freire, J.B, 1992).

    À medida em que a criança interage com os objetos e com os outros, vai construindo relações e conhecimentos a respeito do mundo em que vive, porém, nesta fase, esse conhecimento ainda não é suficiente para que a criança estabeleça relações de grupo.

    Essa autocentração é característica nas crianças quando ingressam nas classes de Educação Infantil. Aos poucos, a escola e a família, em conjunto, devem favorecer uma ação de liberdade para essa criança e, desta forma, o processo de socialização se dará gradativamente, através das relações que ela irá estabelecer com seus colegas na escola.

    Para que isto ocorra, a criança não deve sentir-se bloqueada, nem tampouco oprimida em seus sentimentos e desejos. Suas diferenças e experiências individuais devem, principalmente na escola, ter um espaço relevante sendo respeitadas nas relações com o adulto e com as outras crianças.

    Brincando em grupo as crianças envolvem-se em uma situação imaginária onde cada um poderá exercer papeis diversos aos de sua realidade, além do que, estarão necessariamente submetidas a regras de comportamento e atitude.

    A brincadeira e o jogo receberam atenção, também, dos teóricos da vertentes Histórica-Cultural. Segundo Leontiev (1988), é através da atividade lúdica que a criança desenvolve a habilidade de subordinar-se a uma regra. Dominar as regras significa dominar o próprio comportamento, aprendendo a controlá-lo e a subordiná-lo a um propósito definido. (1988,p.139).

    O auto-controle interno sobre o conflito, entre seu próprio desejo e a regra da brincadeira, é uma aquisição básica para o nível da ação real da criança e de sua moralidade futura

  • \O COTIDIANO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

    04

    Set
    04/09/2011 às 22h02


    O COTIDIANO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
    A efetivação da Lei 11.274 de 06 de fevereiro de 2006, passa a incluir as crianças com 06 anos de idade no Ensino Fundamental e amplia o Ensino Fundamental para 09 anos.
    É preciso redimensionar , reestruturar e repensar o Ensino Fundamental, para ser adequado à faixa etária e para que mais um ano de ensino obrigatório, democratize o ensino, e promova a inclusão e diminua as desigualdades.
    A efetivação desta Lei, é uma oportunidade única de se pensar a escola, espaço, tempo e currículo – não só para as crianças de 06 anos, mas para as de 07, 08, 09 e 10 anos de idade.
    A Educação Infantil, com suas práticas pedagógicas, que visam ao desenvolvimento integral das crianças, focadas nas linguagens, na expressão, no espaço do brincar, na apropriação interdisciplinar de conhecimentos...
    E com seu sistema de avaliação de acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças têm muito a contribuir em diálogo com o Ensino Fundamental.
    A cada dia, são mais recorrentes os estudos que apontam a importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento da criança.
    Conforme documentos da UNICEF sobre a situação da infância no Brasil (2001) descobertas têm demonstrado convincentemente que a primeira infância, desde a gestação, é a fase mais crítica da pessoa no que diz respeito ao seu desenvolvimento biológico, cognitivo, emocional e social.
    E mais:
    As crianças que freqüentam uma Educação Infantil de boa qualidade obtém melhores resultados em testes de desenvolvimento e em seu desempenho no Ensino Fundamental.
    Cabe ainda ressaltar que no mundo contemporâneo, diferentemente do passado, freqüentar espaços de Educação Infantil não se relaciona mais à classe social, não são apenas os filhos das mulheres trabalhadoras que precisam de uma instituição para cuidar e educá-los.
    As mudanças sociais têm conferido à Educação Infantil um papel importante na vida das crianças, fazendo parte da socialização das crianças de qualquer classe social.
    Sendo assim, as crianças passam a ter seu cotidiano regulado por uma instituição educativa. Lugar de socialização, de convivência, de trocas, de interações, de afetos, de ampliação e inserção sociocultural.
    De constituição de identidades e de subjetividades, neste lugar, partilham situações, experiências, culturas, rotinas, cerimônias institucionais, regras de convivência, estão sujeitas a tempos e espaços coletivos, bem como a graus diferentes de restrições e controle dos adultos.
    Ter acesso à Educação Infantil é um direito constitucional das crianças desde que nascem, um direito que abarca outros direitos, na medida em que inclui a proteção das crianças sem seus aspectos mais integrais.
    Nos processos interativos as crianças não apenas recebem e se formam, mas também criam e transformam, são constituídas na cultura e também são produtoras de cultura...
    Uma proposta se efetiva em espaços e tempos, através de atividades realizadas por crianças e adultos em interação.
    As condições do espaço, organização dos recursos, diversidade de ambientes internos e ao ar livre, adequação, limpeza são fundamentais à uma boa escola de Educação Infantil...
    A brincadeira é fundamental para a criança interagir e construir conhecimentos sobre si mesma e sobre a realidade que a cerca.
    Um trabalho de qualidade para as crianças pequenas exige ambientes aconchegantes, seguros, estimulantes, desafiadores, criativos, alegres e divertidos, onde as atividades elevem sua auto-estima e agucem sua curiosidade nata...
    Os espaços para as atividades precisam ser compreendidos como espaços sociais, onde o educador tem papel decisivo, não só na organização mas também em sua postura, na forma de mediar as relações, ouví-las instigá-las.
    Porém, o fato de as instituições de Educação Infantil serem entendidas como espaços-ambientes educativos não significa adotar o modelo escolar vigente.
    Este modelo costuma ter uma prática pedagógica voltada para conteúdos segmentados e fragmentados e atividades dirigidas por professores com alunos cumprindo tarefas e passando grande parte dentro de uma sala de aula.
    Este modelo têm sido questionado...
    Trata-se de pensar um trabalho que vincule o lúdico ao educativo, que entenda o pedagógico como cultural, que desconstrua a idéia de aluno, de aula e conceba o sujeito criança...




    Continuando  O  Cotidiano na Ed. Infantil
    FUNÇÕES E PROPOSTAS
    “ Cresci brincando no chão, entre formigas. De uma infância livre e sem comparamentos. Eu tinha mais comunhão com as coisas do que comparação. Porque se a gente fala a partir de ser criança, a gente faz comunhão: De um orvalho e sua aranha, de uma tarde e suas garças, de um pássaro e sua árvore”. ( Manuel Barros )
    Atenção ao histórico dos pré-escolares...
    As políticas educacionais da década de 70, pautaram-se na educação compensatória, com vistas à compensação de carências culturais, deficiência lingüísticas e defasagens afetivas das crianças provenientes de classes populares...
    Influenciados por programas desenvolvidos nos EUA e na Europa, documentos oficiais do MEC e Pareceres do então Conselho Federal de Educação, defendiam a idéia de que a pré-escola poderia salvar a escola dos problemas relativos ao fracasso escolar...
    Nos anos 1980 e 1990, a Educação Infantil passa a ser considerada como a primeira etapa da Educação Básica, onde o Estado e os Municípios passam a oferecer creches e pré-escolas (assegurado a opção da família) como melhoria da qualidade de vida da população.. .
    Mais: Ver ECA, LDB, Constituição Federal.
    A partir de 2000, a Educação Infantil passa a ser vista como uma necessidade da sociedade, caracterizando-se por um espaço de socialização, de troca, de ampliação de experiências e conhecimentos, de acesso a diferentes produções culturais.
    Entretanto, a Educação Infantil, segundo o próprio MEC (1996) , nasce de uma intencionalidade educativa explicitada num currículo pré-estabelecido.
    Acreditar que uma proposta se efetiva em espaços e tempos, através de atividades realizadas por crianças e adultos em interação.
    As condições do espaço, organização, recursos, diversidades de ambientes internos e ao ar livre, adequação, limpeza, segurança , são fundamentais, mas é nas relações que os sujeitos estabelecem que o espaço físico deixa de ser um material construído e adquire condições de ambiente.
    Um trabalho de qualidade para as crianças pequenas exige ambientes aconchegantes, seguros, estimulantes, desafiadores, criativos, alegres e divertidos, onde as atividades valorizem e ampliem suas experiências e seu universo cultural.
    Ambientes que se abram às brincadeiras, que é o modo como as crianças dão sentido ao mundo, produzem histórias, criam cultura, experimentam e fazem arte.
    A brincadeira é fundamental para a criança interagir e construir conhecimentos sobre si mesma e sobre a realidade que a cerca.
    Segundo Vygotsky (1993), na brincadeira a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividade de vida real.
    Além disso, a brincadeira fornece ampla estrutura para mudanças das necessidades e da consciência pois nela as crianças ressignificam o que vivem e sentem.
    Carlos Drummond de Andrade assim retrata esse momento lúdico:
    “ Brincar não é perder tempo, é ganhá-lo. É triste ter meninos sem escola, mas, mais triste é vê-los enfileirados em salas, com exercícios estéreis, sem valor para a formação humana .”
    Howard Gardner assim se posiciona:
    Brincar é um componente crucial do desenvolvimento, pois, através do brincar a criança é capaz de tornar manejáveis e compreensíveis os aspectos esmagadores e desorientadores do mundo.
    Na verdade o brincar, é um parceiro insubstituível do seu desenvolvimento, seu principal motor. Em seu brincar, a criança pode experimentar comportamentos, ações percepções sem medo de represálias ou fracassos, tornando-se assim, mais bem preparada para quando o seu comportamento ‘contar’...
    Para Bruno Bettelheim, através da brincadeira de uma criança podemos compreender como ela vê, constrói o mundo – o que ela gostaria que ele fosse, suas preocupações e que problemas a estão assediando.
    Pela brincadeira ela expressa o que teria dificuldade de colocar em palavras.
    Nenhuma criança brinca só para passar o tempo... Sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas, ansiedades...
    O que está acontecendo com a mente da criança, determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos...
    O movimento, o jogo, a ação corporal e a vivência das sensações constituem um elo entre o eu, o mundo e os outros, sendo este o primeiro plano de um fazer mental e expressivo.
    Durante toda infância, atividades corporais, movimentos específicos, brincadeiras, constituem meios insubstituíveis para o desenvolvimento pessoal nas esferas motora, afetiva e cognitiva.
    Com isso pode-se afirmar que são os educadores que dão o tom ao trabalho, que reforçam ou não a capacidade crítica e a curiosidade das crianças, que as aproximam dos objetos e das situações, que acreditam ou não nas suas possibilidades.
    São os educadores que fazem a ponte com as famílias e a comunidade, que promovem a troca sobre o desenvolvimento, as conquistas e as necessidades das crianças, que esclarecem os pais sobre assuntos que dizem respeito à infância.
    Por sua vez o fato de as instituições de Educação Infantil serem entendidas como espaços-ambientes educativos, não significa adotar o modelo escolar vigente, que costuma ter uma prática pedagógica voltada para conteúdos segmentados e fragmentados.
    Pensar o trabalho que vincule o lúdico ao educativo, que entenda o pedagógico como cultural, que desconstrua a idéia de aluno, de aula e conceba o sujeito criança, num espaço de convívio coletivo e onde as mais diversas relações possam se estabelecer é a idéia fundamental nesta nova Prática Pedagógica.
    Então cabe-nos indagar:
    Como tem sido organizado o cotidiano das crianças na Educação Infantil?
    Em que medida as crianças pequenas participam das rotinas, alteram e transformam as regras, os tempos e espaços instituídos?
    Que espaços e tempos a escola abre aos pequenos?
    O que as crianças produzem nas ações e interações que ali ocorrem?
    Qual é o lugar da brincadeira e das diferentes linguagens e expressões artístico-culturais das crianças?
    Por fim devemos pensar que na Educação Infantil é um lugar privilegiado de trocas, de expressão, de ampliação de experiências, de produção de conhecimento, de vivência de afetos e sentimentos, de conquistas e desenvolvimento pleno de suas potencialidades.
    CAROS PROFESSORES (AS)
    Neste espaço lúdico, preparamos o aluno, o cidadão, aquele que vai desencadear toda mudança cognitiva em suas aquisições de experiências significativas.
    ENTÃO, MÃOS-À-OBRA!
    BIBLIOGRAFIA
    O Cotidiano na Educação Infantil.
    Boletim 23. Novembro 2006. Salto para o Futuro.


    Subjetividade é entendida como o espaço íntimo do indivíduo (mundo interno) com o qual ele se relaciona com o mundo social (mundo externo), resultando tanto em marcas singulares na formação do indivíduo quanto na construção de crenças e valores compartilhados na dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica e coletiva [1] dos grupos e populações. A psicologia social utiliza freqüentemente esse conceito de subjetividade e seus derivados como formação da subjetividade ou subjetivação.

    A subjetividade é o mundo interno de todo e qualquer ser humano. Este mundo interno é composto por emoções, sentimentos e pensamentos.

    Através da nossa subjetividade construímos um espaço relacional, ou seja, nos relacionamos com o "outro".Este relacionamento nos insere dentro de esferas de representação social em que cada sujeito ocupa seu papel de agente dentro da sociedade. Estes sujeitos desempenham papeis diferentes de acordo com o ambiente e a situação em que se encontram,o que segundo Goffmam pode ser interpretado como ações de atores sociais. Somente a subjetividade contempla ,coordena e conhece estas diversas facetas que compõem o indivíduo.

  • aspectos sociologicos da educação infantil

    04

    Set
    04/09/2011 às 21h19

    ASPECTOS SOCIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL              ( SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO )
    A Rotina na Educação Infantil  
    A rotina na educação infantil é um aspecto importante para a formação da criança. As crianças de até três anos sentem maior conforto e segurança quando tem atividades que possuem regras. Assim, elas se habituam à seqüência de eventos e têm condições de prever aquilo que está por vir. A questão do limite também pode ser trabalhada através dessas atividades, onde a criança compreende os seus e entende o tempo do outro, que as coisas não acontecem somente do seu jeito e no seu momento.
    É indispensável a assimilação de normas desde a primeira infância. Isto é que proporcionará à criança segurança, tolerância e capacidade de lidar com a frustração em todo o decurso de sua vida.
    Organizar uma rotina eficiente para bebês e crianças pequenas requer a coordenação entre os cuidados e a educação. É um estágio em que são importantes tanto as necessidades biológicas, como sono, alimentação e higiene, quanto às afetivas, motoras e cognitivas.
    Em se tratando da rotina na creche, não é possível fixá-la para os bebês, já que dormem mais e necessitam de várias trocas de fraldas. Porém, de acordo com o crescimento, a rotina torna-se essencial. Quanto mais cedo, maior a necessidade de repeti-la para que as regras sejam assimiladas. Já aos dois anos, as crianças se adaptam com mais facilidade, pois sabem andar e entendem quase tudo o que lhes é falado.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil EscolaA

    A Formação da Identidade
    experiência do espelho proporciona a autodescoberta durante o desenvolvimento da criança.
    A formação da identidade da criança é um processo permeado por perguntas como: "Quem sou eu?"; "Como sou?". As respostas a essas perguntas são essenciais para a construção da personalidade. Logo cedo, o bebê começa a se perceber como sujeito e obter consciência corporal para se desenvolver e se organizar no espaço, já que ao nascer, o mesmo totalmente ligado à mãe e não compreende os limites que os separam.

    Durante o primeiro ano de vida, aproximadamente por volta dos seis aos oito meses, a criança percebe que é um ser separado da mãe, iniciando o processo de construção da própria identidade.

    O bebê explora o mundo a sua volta, vivencia sensações, percepções, e por volta dos sete meses, fica fascinado com a experiência de ver sua imagem refletida no espelho. Todas essas vivências dão início à autodescoberta, uma exploração que permite à criança descobrir como seu comportamento repercute no ambiente, fator essencial para que ela se perceba como alguém diferente do outro.

    Com o objetivo de desenvolver a identidade, sugere-se a seguinte atividade para crianças da educação infantil, entre dois e três anos:

    • Material utilizado: Dois espelhos grandes (prefira fixá-los na parede).
    • Tempo previsto: 15 a 20 minutos.
    • Atividade: Estimule a criança a olhar atentamente a própria imagem. Solicite que ela toque diferentes partes do corpo. Sugira brincadeiras como balançar os cabelos, levantar os ombros e cruzar os braços. Encoraje-a a imitar os gestos das outras crianças.
    • Desenvolvimento: A atividade deve ser realizada em frente ao espelho, com o intuito de estimular a observação.

    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola

    Sugestões Pais e Professores - Educador - Brasil Escola

    O primeiro dia de aula é marcado por ansiedade, tanto para os pais quanto para a criança.
    Após ter escolhido a escola e feito a matrícula chega o tão esperado dia, marcado por ansiedade e expectativa que permeiam a cabeça não só da criança, mas também dos pais.
    Todo o processo de adaptação é construído gradualmente e depende da disposição da escola e da família quanto ao exercício dos seus papéis para que a criança encare com tranqüilidade um momento até então muito desconhecido. Os pais também passam por insegurança ao ver seus filhos pela primeira vez no papel de aluno, por isso participe do ano letivo desde o início, estabelecendo relacionamentos com todas as pessoas que envolvem a escola, com aquelas que cuidarão de seus filhos. Participe das reuniões propostas na primeira semana, a atuação conjunta com a escola é importante para que a criança sinta segurança.
    Em relação aos temores da criança, procure ouvi-la, converse sobre os receios e medos, contando a ela como foi seu primeiro dia de aula. Outras dicas interessantes para esta etapa do crescimento dos filhos:
    • Leve a criança com antecedência para conhecer o ambiente escolar;
    • Incentive-a ir à escola e fale do assunto com entusiasmo;
    • Não ofereça explicações muito longas, para não gerar desconfiança ou insegurança;
    • Seja carinhoso, porém firme, não demonstrando dúvidas para a criança sobre como ela se sentirá;
    • Evite comentar sobre o comportamento da criança quando ela estiver presente;
    • Ao deixá-la na escola, despeça-se de forma natural, não saia escondido;
    • Respeite a individualidade da criança, quanto ao tempo necessário para adaptação. Evite compará-la com outras crianças em relação a esse período.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola


    Entrada na pré-escola muitas vezes é assinalada por insegurança.
    Atualmente o contexto escolar tem se inserido cada vez mais cedo na rotina da criança, como um dos primeiros lugares de complemento do ambiente familiar. No entanto, percebe-se que a entrada da criança na escola envolve um processo de adaptação difícil tanto para a criança e educadores, quanto para a família. Processo este, que muitas vezes se torna gerador de sentimentos que necessitam ser compreendidos, como a separação sentida pela criança em relação à família.
    Vale ressaltar a importância dos pais propiciarem a independência, o que não é muito fácil e requer esforço da parte deles e da criança. Um fator essencial nesse momento é a segurança proporcionada pelos pais, uma vez que o período de adaptação pode ser prejudicado quando a criança não percebe esse apoio por parte da família.

    Ao entrar na pré-escola a criança distancia-se da convivência familiar para ser inserida em um ambiente novo, até então desconhecido, onde precisará conviver com novas pessoas e criar novos vínculos afetivos. Muitas vezes não compreendem o motivo de ir para escola e apresentam medo quanto aos pais não voltarem para buscá-la.
    A fase de adaptação varia muito de acordo com o temperamento e a idade da criança. É importante que cada uma seja respeitada quanto a essa fase, como é o caso de crianças menores de três anos que podem necessitar de um tempo maior em relação às outras.
    Segue abaixo algumas “dicas” a fim de facilitar o período de adaptação:
    • Procure não matricular a criança depois que o ano letivo ou semestre tenha iniciado, sendo incluído no grupo desde o início ele terá maiores oportunidades de relacionamentos.
    • Caso for opção da criança, deixe-a levar algum objeto de casa que goste. É uma forma de manter o vínculo com o ambiente familiar.
    • Evite perguntá-la se deseja ir à escola, ela ainda não é capaz de decidir sozinha.
    • Evite também matriculá-la pela primeira vez em momentos que a família esteja passando por momentos como perda ou ganho de novos membros na família, ou seja, morte ou nascimento de irmão.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola

    A Entrada da Criança na Escola
    A entrada da criança escola é um processo que requer adaptação, e não somente por parte dessa, é um momento novo também para os pais que necessitam de um tempo para assimilar a nova fase.
    Grande parte do bom êxito da adaptação pode depender dos pais, do relacionamento que estabelecem com a escola e como conduzirão este. Vale então destacar algumas questões essenciais que poderão favorecer a adaptação, tanto para você como para seu filho:
    • Um aspecto fundamental para que a criança se sinta segura no contexto novo é a relação de confiança entre a família e a escola. Mas nem sempre esse ponto, que é o princípio do processo de adaptação, acontece. A escolha entra em “jogo” nesse momento, um ponto que precisa ser bem trabalhado. O vínculo é estabelecido na proporção em que os pais conhecem e se identificam com os princípios que orientam o projeto pedagógico.
    • Mantenha sempre a comunicação com a equipe pedagógica. Assim como as crianças, às vezes os pais sentem-se angustiados, insatisfeitos durante o processo de adaptação. Por isso, esclarecer as dúvidas e conversar sobre aquilo que incomoda faz com que os pais adquiram confiança com a escola e se sintam mais confortáveis.
    • Troque informações com os outros pais. O processo de adaptação é uma oportunidade para isso. Nas conversas, os pais podem perceber que as angústias pelas quais seu filho passa também são sentidas por outras crianças.
    • Tenha em mente que conquistas requerem esforços. Na tentativa de evitar o sofrimento do filho, pode acontecer dos pais quererem superprotegê-lo. Mas é importante que os pais compreendam que a entrada na escola e as primeiras separações do contexto familiar fazem parte do crescimento da criança.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasi Escola
    Comportamento - Educador - Brasil Escola

    Escolhendo a escola de seu filho
    O ambiente escolar é onde inicia-se uma convivência mais ampla.
    Os seis primeiros anos da vida escolar são os mais importantes para que a criança desvende o mundo de forma saudável. O ambiente escolar é onde se inicia uma convivência mais ampla. Por isso, escolher uma boa escola é essencial. Apesar de não existir uma regra para saber qual é a melhor, há alguns aspectos a serem observados que poderão ser úteis quando você for escolher a escola do seu filho, como: infra-estrutura com segurança, currículo acadêmico, limpeza, esportes, lanches, atividades extra-curriculares, uniforme e material a ser usado.
    Atente para o espaço disposto pela escola: se é amplo, se os banheiros são adequados ao tamanho das crianças, se não oferece riscos. São particularidades que fazem o diferencial e podem oferecer maior tranqüilidade aos pais. Além disso, para que a criança tenha um desenvolvimento favorável, é necessário haver harmonia entre escola e família.
    Alguns consideram que escola ideal é aquela que prioriza a transmissão de informações, na qual a criança leva uma grande quantidade de tarefas para casa e são avaliadas por meio de muitos testes e provas. Já outros entendem que a escola deve estimular o espírito crítico, a criatividade e a capacidade do jovem de manifestar suas opiniões. Considerando esses aspectos pode ser que você consiga avaliar a instituição que melhor atenda a sua expectativa. Boa escolha!
    Por Patrícia Lopes
    Graduada em Psicologia
    Comportamento - Canal Educador - Brasil Escola

    A brincadeira em grupo favorece princípios como cooperação, liderança e competição.
    O momento da brincadeira é uma oportunidade de desenvolvimento para a criança. Através do brincar ela aprende, experimenta o mundo, possibilidades, relações sociais, elabora sua autonomia de ação, organiza emoções. Ás vezes os pais não tem conhecimento do valor da brincadeira para o seu filho. A idéia muitas vezes divulgada é a de que o brincar seja somente um entretenimento, como se não tivesse outras utilidades mais importantes.
    Através do jogo, a criança compreende o mundo à sua volta, aprende regras, testa habilidades físicas, como correr, pular, aprende a ganhar e perder. O brincar desenvolve também a aprendizagem da linguagem e a habilidade motora. A brincadeira em grupo favorece alguns princípios como o compartilhar, a cooperação, a liderança, a competição, a obediência às regras. O jogo é uma forma da criança se expressar, já que é uma circunstância favorável para manifestar seus sentimentos e desprazeres. Assim, o brinquedo passa a ser a linguagem da criança.
    Muitas vezes os pais não permitem que o filho passe por todas as etapas do seu desenvolvimento, e eles fazem isso quando tolhem as brincadeiras, exigem organização, por acharem que estão contribuindo para a maturidade da criança, quanto à aquisição de alguns comportamentos, como por exemplo, o de limpeza. A imposição de tarefas exaustivas, as incompatibilidades de horários da família são outros fatores que podem impedir as brincadeiras livres.
    É de suma importância que a família tenha consciência das marcas que a sua postura de não disponibilizar flexibilidade para as brincadeiras pode deixar na criança. Além disto, vale lembrar também que é um direito garantido pela Constituição.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola
    Comportamento - Educador - Brasil Escola


    Os pai e o Desenvolvimento Infantil
    É notório que os pais exercem um papel importante na formação da criança. Quanto ao desenvolvimento das habilidades, eles contribuem com essa quando oferecem estímulos aos pequenos. Apesar de não existir uma regra fixa para você adotar e transformar seu filho na criança mais habilidosa, há formas saudáveis de conhecer e estimular os talentos dele. Esta regra se dá no sentido de respeitar os limites de cada estágio, ou seja, você colabora de maneira gradual, para que cada fase seja aproveitada ao máximo.
    Em se tratando do desenvolvimento emocional da criança, a atenção dos pais é o fator mais importante. Segundo especialistas, o contato visual ativa o cérebro, fazendo com que suas células formem novas conexões. Veja outros estímulos que poderão cooperar com o desenvolvimento do seu filho:
    • De um a dois anos, é comum a criança querer atrair a atenção para si, portanto, tenha cuidado para não reforçar um comportamento negativo. Auxilie a criança a expressar palavras que vão expor suas emoções, uma vez que ela está começando a lidar com os sentimentos.
    • Na faixa etária que compreende dos três aos cinco anos, leve a criança a parques e locais onde possa aumentar sua convivência com outras. Nessa fase, as brincadeiras prediletas são de casinha e escola, pois imitam o mundo real, o que a auxilia lidar com as situações do cotidiano.
    • Dos seis aos oito anos, como a criança já compreende que as suas experiências se diferenciam dos outros, estimule-a a relatar sobre o aquilo que lhe acontece.
    Por Patrícia Lopes
    Graduada em Psicologia
    Equipe Brasil Escola


    Dificuldades em lidar com a criança desobediente.
    A formação educacional dos filhos, principalmente no que se refere à questão de seguir regras e limites impostos pelos pais, têm sido alvo de preocupação por grande parte desses, em virtude das crianças de hoje se apresentarem cada vez mais indisciplinadas e difíceis de lidar.
    Perante as dificuldades apresentadas, os pais estão sempre em busca da melhor forma de educar, porém surgem dúvidas constantes de como proceder.
    Na verdade, a necessidade de ser mais rígido na educação dos filhos está se tornando uma conduta normal em conseqüência dos inúmeros malefícios que a sociedade vem apresentando.
    É fundamental que os pais ou os responsáveis pela formação educacional de um indivíduo, em especial a criança, comece a discipliná-la em casa, sendo a escola responsável por acrescentar valores.
    Essa é uma questão importante a ser refletida, em função de muitos pais estarem confundindo o papel da escola quanto à educação do filho, muitas vezes invertendo os papéis, até mesmo devido a correria do dia-a-dia em busca de oferecer melhores condições para a família e automaticamente tornando-se ausente no ambiente familiar.
    Considerando que nenhuma pessoa é educada de uma hora para outra, sendo a formação educacional um processo contínuo, alguns requisitos são fundamentais, sendo esses colocados com cautela de acordo com a necessidade de cada um:
    • OBJETIVOS: ter consciência que as atitudes que serão tomadas serão com a intenção de educar a criança e, conseqüentemente, propiciar uma relação harmoniosa no ambiente familiar.
    • CONHECIMENTO: os pais que possuem crianças acima de 2 anos de idade poderão passar por situações nas quais seu filho irá testá-lo e contestá-lo (birra, choro, esperneio, etc.) constantemente, com a intenção de não cumprir o que foi colocado.
    • PACIÊNCIA: ponto de partida inicial para ter bons resultados.
    • SACRIFÍCIO: ter em mente que educar exige sacrifício por parte de todos que estão envolvidos, mas principalmente de quem assume o papel de educador.
    • ACORDO: é obrigatório que os pais estejam de acordo com as decisões e opiniões colocadas, de forma que jamais um retire a autonomia do outro, tirando a autonomia e mudando as regras. Tal conduta evita que a criança venha a confundir qual a melhor forma de agir, bem como perceber diante da incoerência do que é colocado pelos pais (proibições, explicações, regras, permissões...).
    • FIRMEZA: a partir do momento que impor algo, deve sustentá-lo, criando o hábito de firmeza, construindo a segurança da criança.
    • PERSEVERANÇA: adquirida na relação cotidiana é fundamental para que alcancem bons resultados.
    Por Elen Campos Caiado
    Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
    Equipe Brasil Escola
    Comportamento - Educador - Brasil Escola

    O ambiente escolar é onde inicia-se uma convivência mais ampla.
    Os seis primeiros anos da vida escolar são os mais importantes para que a criança desvende o mundo de forma saudável. O ambiente escolar é onde se inicia uma convivência mais ampla. Por isso, escolher uma boa escola é essencial. Apesar de não existir uma regra para saber qual é a melhor, há alguns aspectos a serem observados que poderão ser úteis quando você for escolher a escola do seu filho, como: infra-estrutura com segurança, currículo acadêmico, limpeza, esportes, lanches, atividades extra-curriculares, uniforme e material a ser usado.
    Atente para o espaço disposto pela escola: se é amplo, se os banheiros são adequados ao tamanho das crianças, se não oferece riscos. São particularidades que fazem o diferencial e podem oferecer maior tranqüilidade aos pais. Além disso, para que a criança tenha um desenvolvimento favorável, é necessário haver harmonia entre escola e família.
    Alguns consideram que escola ideal é aquela que prioriza a transmissão de informações, na qual a criança leva uma grande quantidade de tarefas para casa e são avaliadas por meio de muitos testes e provas. Já outros entendem que a escola deve estimular o espírito crítico, a criatividade e a capacidade do jovem de manifestar suas opiniões. Considerando esses aspectos pode ser que você consiga avaliar a instituição que melhor atenda a sua expectativa. Boa escolha!

    Por Patrícia Lopes
    Graduada em Psicologia
    Comportamento - Canal Educador - Brasil Escola
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    Incentivo dos pais na educação Infantil
    Inteligência é uma habilidade que necessita de estímulos para se desenvolver plenamente. Os pais podem exercer um papel importante no desenvolvimento da mesma, desde o nascimento do filho. E essa atuação não se refere somente ao aprendizado formal que eles proporcionam, nem da imposição colocada à criança.
    No anseio de colaborar com o desenvolvimento da inteligência, algumas vezes os pais sobrecarregam o filho com uma diversidade de estímulos, porém é preciso ter cuidado. A pressão pode fazer com que a criança fique frustrada e desencorajada.
    Os estímulos aqui abordados referem-se a passeios, brincadeiras, jogos, canto, dança. Assim a criança cria, observa e explora o mundo a sua volta, tem experiências e vivencia temas que irão nortear toda sua vida, como limites, cooperação.
    Outros estímulos adequados proporcionados pelos pais são: toques, palavras de carinho, elogios, conversas, contar histórias. Os especialistas afirmam que outro aspecto mais importante que o tipo de estímulo, é a forma como ele é oferecido. As brincadeiras devem ser acompanhadas de demonstrações de afeto e carinho.
    O bebê pode ser estimulado durante o banho, na troca de roupas, através de canções, de assobios, de um olhar. Para a criança de um a dois anos, cante as canções de ninar na hora de dormir; ofereça folhas de papel e lápis de cores diferentes para brincar. Dos dois aos três anos, uma sugestão é a pintura com tintas atóxicas, pincéis e papel. Se a criança preferir deixe-a pintar com os dedos. Leia os livros adequados para sua faixa etária, deixando-a manuseá-los.
    Na faixa etária dos três aos quatro anos, é a vez dos jogos educativos. Aqueles que possuem regras e são jogados em grupos, trabalham limites e cooperação. Leve-o ao circo, zoológico, cinema. Dos quatro aos cinco anos, uma opção de brincadeira é a dos fantoches, onde cada membro da família representa um personagem e participa da narração da história. Ensine brincadeiras antigas, como corda, amarelinha, dança das cadeiras.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola
    Comportamento - Educador - Brasil Escola

    Estruturas de Creches e pré -escolas
    Observe o espaço físico do berçário, se é ventilado, com brinquedos apropriados.
    Retornar ao mercado de trabalho após o nascimento do filho pode ser um momento de desespero e insegurança para muitas mães, no que se refere à escolha do melhor local para deixá-lo. Em caso de dúvidas, procure informações primeiramente. Você poderá aproveitar o tempo da licença- maternidade para tentar buscá-las. Veja aqui algumas dicas do que é interessante você observar:
    • De acordo com médicos e educadores, além de olharem a higiene do local para evitar a transmissão de doenças, é preciso que os pais se atentem também a atenção que o berçário concede ao desenvolvimento afetivo e cognitivo da criança;
    • Certifique-se de que as pessoas que manipulam as crianças possuem os cuidados higiênicos necessários;
    • Observe o espaço físico, se é ventilado, com brinquedos apropriados, se existe um local específico para a troca de fraldas;
    • Confira se uma das atenções da escola é voltada para a prevenção de acidentes;
    • De acordo com a regulamentação do MEC, para cada seis crianças de até um ano de idade, recomenda-se um adulto, já na faixa etária de um a dois anos são oito crianças;
    • Observe a segurança. Pisos planos, roupas de cama organizadas, mamadeiras esterilizadas;
    • Compreenda como a escola que você visita trata a questão da disciplina, dos limites e como trabalham os direitos e deveres.
    Brasil escola

    Formação da identidade
    A experiência do espelho proporciona a autodescoberta durante o desenvolvimento da criança.
    A formação da identidade da criança é um processo permeado por perguntas como: "Quem sou eu?"; "Como sou?". As respostas a essas perguntas são essenciais para a construção da personalidade. Logo cedo, o bebê começa a se perceber como sujeito e obter consciência corporal para se desenvolver e se organizar no espaço, já que ao nascer, o mesmo totalmente ligado à mãe e não compreende os limites que os separam.
    Durante o primeiro ano de vida, aproximadamente por volta dos seis aos oito meses, a criança percebe que é um ser separado da mãe, iniciando o processo de construção da própria identidade.
    O bebê explora o mundo a sua volta, vivencia sensações, percepções, e por volta dos sete meses, fica fascinado com a experiência de ver sua imagem refletida no espelho. Todas essas vivências dão início à autodescoberta, uma exploração que permite à criança descobrir como seu comportamento repercute no ambiente, fator essencial para que ela se perceba como alguém diferente do outro.
    Com o objetivo de desenvolver a identidade, sugere-se a seguinte atividade para crianças da educação infantil, entre dois e três anos:

    • Material utilizado: Dois espelhos grandes (prefira fixá-los na parede).
    • Tempo previsto: 15 a 20 minutos.
    • Atividade: Estimule a criança a olhar atentamente a própria imagem. Solicite que ela toque diferentes partes do corpo. Sugira brincadeiras como balançar os cabelos, levantar os ombros e cruzar os braços. Encoraje-a a imitar os gestos das outras crianças.
    • Desenvolvimento: A atividade deve ser realizada em frente ao espelho, com o intuito de estimular a observação.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola
    Sugestões Pais e Professores - Educador - Brasil Escola


    O papel da Atividades Lúdicas
    O jogo enquanto ferramenta de aprendizagem vai se desenvolver de forma positiva, se o educador souber trabalhar adequadamente com ele. É sabido que muitos vêem este tipo de atividade como atividade de disputa, onde há perdedores e ganhadores e uma grande parte dos docentes dissemina este conceito errôneo que se tem desta atividade. Quando se trabalha o corpo, a ludicidade e o jogo, desenvolvemos diversas potencialidades como a criatividade, o prazer, a interação entre as pessoas, a cooperação, entre outras.
    Devido o caráter sócio-histórico de Vygotsky, o qual aponta a brincadeira como uma atividade dominante na infância, em que através dela a criança expressa sua imaginação, conhece seu corpo e até mesmo cria suas próprias regras, verificamos que a brincadeira tem caráter essencial na formação e no desenvolvimento do indivíduo na sociedade. Todavia, constantemente nos deparamos com situações onde os jogos são relegados a um segundo plano.
    O desenvolvimento da criança e seu conseqüente aprendizado ocorrem quando esta participa ativamente: seja discutindo as regras do jogo, seja propondo soluções para resolvê-los. É de extrema importância que o professor também participe e que proponha desafios em busca de uma solução e de uma participação coletiva. O papel do educador neste caso será de mediador e este não delimitará mais a função de cada e nem como se deve jogar.
    Outro teórico que percebe o jogo como atividade importante no desenvolvimento da criança, resultando em benefícios morais, intelectuais e físicos, é FROEBEL. Para este teórico, a falta de liberdade e a repressão repercutem negativamente, no que diz respeito ao estímulo da atividade espontânea, característica fundamental para o desenvolvimento.
    Ele percebe o jogo como instrumento de ensino, no qual é possível trabalhar as diferentes disciplinas, tais como: Matemática, Ciências e outras. De acordo com Froebel:
    “ Brincar é a fase mais importante da infância- do desenvolvimento humano neste período- por ser a auto-ativa representação do interno- a representação de necessidades e impulsos internos.” (FROEBEL, 1912, pp. 54-55)
    Assim, semelhante ao pensamento de Vygotsky, que vê a interação como ação que provoca intervenções no desenvolvimento da criança, Froebel, também concorda que os jogos interferem positivamente, pois no brincar a criança expõe sua capacidade representativa, o prazer e a interação com outras crianças.
    Desta forma, entendo que as atividades lúdicas cooperativas contribuem e oportunizam as crianças momentos de expressão, criação e de troca de informação, além de trabalhar a cooperação. Torna-se necessário também que o educador reavalie seus conceitos a respeito dessas atividades, principalmente com relação aos jogos, e que neste processo a criança tenha espaço para expressar sua fala, seu ponto de vista e suas sugestões. O professor ao propor algum tipo de atividade, deve deixá-lo à vontade, pois através da troca de experiências com outros colegas, da criatividade e busca de soluções, ele conseguirá construir seu próprio conhecimento.
    Referências Bibliográficas

    -  KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org) – O Brincar e suas teorias – São Paulo: Ed. Pioneira , 2002.
    - SANTOS,Carlos Antônio – Jogos e Atividades Lúdicas – Editora Spirit –1998.
    - VYGOTSKY, L. A Formação Social da Mente. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1984.

    Flavia Sales
    Estudante de Pedagogia - UERJ/RJ
    Colunista Brasil Escola.com

    Trabalho Docente - Educador - Brasil Escola

    ASPECTOS SOCIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL              ( SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO )
    A Rotina na Educação Infantil  
    A rotina na educação infantil é um aspecto importante para a formação da criança. As crianças de até três anos sentem maior conforto e segurança quando tem atividades que possuem regras. Assim, elas se habituam à seqüência de eventos e têm condições de prever aquilo que está por vir. A questão do limite também pode ser trabalhada através dessas atividades, onde a criança compreende os seus e entende o tempo do outro, que as coisas não acontecem somente do seu jeito e no seu momento.
    É indispensável a assimilação de normas desde a primeira infância. Isto é que proporcionará à criança segurança, tolerância e capacidade de lidar com a frustração em todo o decurso de sua vida.
    Organizar uma rotina eficiente para bebês e crianças pequenas requer a coordenação entre os cuidados e a educação. É um estágio em que são importantes tanto as necessidades biológicas, como sono, alimentação e higiene, quanto às afetivas, motoras e cognitivas.
    Em se tratando da rotina na creche, não é possível fixá-la para os bebês, já que dormem mais e necessitam de várias trocas de fraldas. Porém, de acordo com o crescimento, a rotina torna-se essencial. Quanto mais cedo, maior a necessidade de repeti-la para que as regras sejam assimiladas. Já aos dois anos, as crianças se adaptam com mais facilidade, pois sabem andar e entendem quase tudo o que lhes é falado.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil EscolaA

    A Formação da Identidade
    experiência do espelho proporciona a autodescoberta durante o desenvolvimento da criança.
    A formação da identidade da criança é um processo permeado por perguntas como: "Quem sou eu?"; "Como sou?". As respostas a essas perguntas são essenciais para a construção da personalidade. Logo cedo, o bebê começa a se perceber como sujeito e obter consciência corporal para se desenvolver e se organizar no espaço, já que ao nascer, o mesmo totalmente ligado à mãe e não compreende os limites que os separam.

    Durante o primeiro ano de vida, aproximadamente por volta dos seis aos oito meses, a criança percebe que é um ser separado da mãe, iniciando o processo de construção da própria identidade.

    O bebê explora o mundo a sua volta, vivencia sensações, percepções, e por volta dos sete meses, fica fascinado com a experiência de ver sua imagem refletida no espelho. Todas essas vivências dão início à autodescoberta, uma exploração que permite à criança descobrir como seu comportamento repercute no ambiente, fator essencial para que ela se perceba como alguém diferente do outro.

    Com o objetivo de desenvolver a identidade, sugere-se a seguinte atividade para crianças da educação infantil, entre dois e três anos:

    • Material utilizado: Dois espelhos grandes (prefira fixá-los na parede).
    • Tempo previsto: 15 a 20 minutos.
    • Atividade: Estimule a criança a olhar atentamente a própria imagem. Solicite que ela toque diferentes partes do corpo. Sugira brincadeiras como balançar os cabelos, levantar os ombros e cruzar os braços. Encoraje-a a imitar os gestos das outras crianças.
    • Desenvolvimento: A atividade deve ser realizada em frente ao espelho, com o intuito de estimular a observação.

    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola

    Sugestões Pais e Professores - Educador - Brasil Escola

    O primeiro dia de aula é marcado por ansiedade, tanto para os pais quanto para a criança.
    Após ter escolhido a escola e feito a matrícula chega o tão esperado dia, marcado por ansiedade e expectativa que permeiam a cabeça não só da criança, mas também dos pais.
    Todo o processo de adaptação é construído gradualmente e depende da disposição da escola e da família quanto ao exercício dos seus papéis para que a criança encare com tranqüilidade um momento até então muito desconhecido. Os pais também passam por insegurança ao ver seus filhos pela primeira vez no papel de aluno, por isso participe do ano letivo desde o início, estabelecendo relacionamentos com todas as pessoas que envolvem a escola, com aquelas que cuidarão de seus filhos. Participe das reuniões propostas na primeira semana, a atuação conjunta com a escola é importante para que a criança sinta segurança.
    Em relação aos temores da criança, procure ouvi-la, converse sobre os receios e medos, contando a ela como foi seu primeiro dia de aula. Outras dicas interessantes para esta etapa do crescimento dos filhos:
    • Leve a criança com antecedência para conhecer o ambiente escolar;
    • Incentive-a ir à escola e fale do assunto com entusiasmo;
    • Não ofereça explicações muito longas, para não gerar desconfiança ou insegurança;
    • Seja carinhoso, porém firme, não demonstrando dúvidas para a criança sobre como ela se sentirá;
    • Evite comentar sobre o comportamento da criança quando ela estiver presente;
    • Ao deixá-la na escola, despeça-se de forma natural, não saia escondido;
    • Respeite a individualidade da criança, quanto ao tempo necessário para adaptação. Evite compará-la com outras crianças em relação a esse período.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola


    Entrada na pré-escola muitas vezes é assinalada por insegurança.
    Atualmente o contexto escolar tem se inserido cada vez mais cedo na rotina da criança, como um dos primeiros lugares de complemento do ambiente familiar. No entanto, percebe-se que a entrada da criança na escola envolve um processo de adaptação difícil tanto para a criança e educadores, quanto para a família. Processo este, que muitas vezes se torna gerador de sentimentos que necessitam ser compreendidos, como a separação sentida pela criança em relação à família.
    Vale ressaltar a importância dos pais propiciarem a independência, o que não é muito fácil e requer esforço da parte deles e da criança. Um fator essencial nesse momento é a segurança proporcionada pelos pais, uma vez que o período de adaptação pode ser prejudicado quando a criança não percebe esse apoio por parte da família.

    Ao entrar na pré-escola a criança distancia-se da convivência familiar para ser inserida em um ambiente novo, até então desconhecido, onde precisará conviver com novas pessoas e criar novos vínculos afetivos. Muitas vezes não compreendem o motivo de ir para escola e apresentam medo quanto aos pais não voltarem para buscá-la.
    A fase de adaptação varia muito de acordo com o temperamento e a idade da criança. É importante que cada uma seja respeitada quanto a essa fase, como é o caso de crianças menores de três anos que podem necessitar de um tempo maior em relação às outras.
    Segue abaixo algumas “dicas” a fim de facilitar o período de adaptação:
    • Procure não matricular a criança depois que o ano letivo ou semestre tenha iniciado, sendo incluído no grupo desde o início ele terá maiores oportunidades de relacionamentos.
    • Caso for opção da criança, deixe-a levar algum objeto de casa que goste. É uma forma de manter o vínculo com o ambiente familiar.
    • Evite perguntá-la se deseja ir à escola, ela ainda não é capaz de decidir sozinha.
    • Evite também matriculá-la pela primeira vez em momentos que a família esteja passando por momentos como perda ou ganho de novos membros na família, ou seja, morte ou nascimento de irmão.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola

    A Entrada da Criança na Escola
    A entrada da criança escola é um processo que requer adaptação, e não somente por parte dessa, é um momento novo também para os pais que necessitam de um tempo para assimilar a nova fase.
    Grande parte do bom êxito da adaptação pode depender dos pais, do relacionamento que estabelecem com a escola e como conduzirão este. Vale então destacar algumas questões essenciais que poderão favorecer a adaptação, tanto para você como para seu filho:
    • Um aspecto fundamental para que a criança se sinta segura no contexto novo é a relação de confiança entre a família e a escola. Mas nem sempre esse ponto, que é o princípio do processo de adaptação, acontece. A escolha entra em “jogo” nesse momento, um ponto que precisa ser bem trabalhado. O vínculo é estabelecido na proporção em que os pais conhecem e se identificam com os princípios que orientam o projeto pedagógico.
    • Mantenha sempre a comunicação com a equipe pedagógica. Assim como as crianças, às vezes os pais sentem-se angustiados, insatisfeitos durante o processo de adaptação. Por isso, esclarecer as dúvidas e conversar sobre aquilo que incomoda faz com que os pais adquiram confiança com a escola e se sintam mais confortáveis.
    • Troque informações com os outros pais. O processo de adaptação é uma oportunidade para isso. Nas conversas, os pais podem perceber que as angústias pelas quais seu filho passa também são sentidas por outras crianças.
    • Tenha em mente que conquistas requerem esforços. Na tentativa de evitar o sofrimento do filho, pode acontecer dos pais quererem superprotegê-lo. Mas é importante que os pais compreendam que a entrada na escola e as primeiras separações do contexto familiar fazem parte do crescimento da criança.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasi Escola
    Comportamento - Educador - Brasil Escola

    Escolhendo a escola de seu filho
    O ambiente escolar é onde inicia-se uma convivência mais ampla.
    Os seis primeiros anos da vida escolar são os mais importantes para que a criança desvende o mundo de forma saudável. O ambiente escolar é onde se inicia uma convivência mais ampla. Por isso, escolher uma boa escola é essencial. Apesar de não existir uma regra para saber qual é a melhor, há alguns aspectos a serem observados que poderão ser úteis quando você for escolher a escola do seu filho, como: infra-estrutura com segurança, currículo acadêmico, limpeza, esportes, lanches, atividades extra-curriculares, uniforme e material a ser usado.
    Atente para o espaço disposto pela escola: se é amplo, se os banheiros são adequados ao tamanho das crianças, se não oferece riscos. São particularidades que fazem o diferencial e podem oferecer maior tranqüilidade aos pais. Além disso, para que a criança tenha um desenvolvimento favorável, é necessário haver harmonia entre escola e família.
    Alguns consideram que escola ideal é aquela que prioriza a transmissão de informações, na qual a criança leva uma grande quantidade de tarefas para casa e são avaliadas por meio de muitos testes e provas. Já outros entendem que a escola deve estimular o espírito crítico, a criatividade e a capacidade do jovem de manifestar suas opiniões. Considerando esses aspectos pode ser que você consiga avaliar a instituição que melhor atenda a sua expectativa. Boa escolha!
    Por Patrícia Lopes
    Graduada em Psicologia
    Comportamento - Canal Educador - Brasil Escola

    A brincadeira em grupo favorece princípios como cooperação, liderança e competição.
    O momento da brincadeira é uma oportunidade de desenvolvimento para a criança. Através do brincar ela aprende, experimenta o mundo, possibilidades, relações sociais, elabora sua autonomia de ação, organiza emoções. Ás vezes os pais não tem conhecimento do valor da brincadeira para o seu filho. A idéia muitas vezes divulgada é a de que o brincar seja somente um entretenimento, como se não tivesse outras utilidades mais importantes.
    Através do jogo, a criança compreende o mundo à sua volta, aprende regras, testa habilidades físicas, como correr, pular, aprende a ganhar e perder. O brincar desenvolve também a aprendizagem da linguagem e a habilidade motora. A brincadeira em grupo favorece alguns princípios como o compartilhar, a cooperação, a liderança, a competição, a obediência às regras. O jogo é uma forma da criança se expressar, já que é uma circunstância favorável para manifestar seus sentimentos e desprazeres. Assim, o brinquedo passa a ser a linguagem da criança.
    Muitas vezes os pais não permitem que o filho passe por todas as etapas do seu desenvolvimento, e eles fazem isso quando tolhem as brincadeiras, exigem organização, por acharem que estão contribuindo para a maturidade da criança, quanto à aquisição de alguns comportamentos, como por exemplo, o de limpeza. A imposição de tarefas exaustivas, as incompatibilidades de horários da família são outros fatores que podem impedir as brincadeiras livres.
    É de suma importância que a família tenha consciência das marcas que a sua postura de não disponibilizar flexibilidade para as brincadeiras pode deixar na criança. Além disto, vale lembrar também que é um direito garantido pela Constituição.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola
    Comportamento - Educador - Brasil Escola


    Os pai e o Desenvolvimento Infantil
    É notório que os pais exercem um papel importante na formação da criança. Quanto ao desenvolvimento das habilidades, eles contribuem com essa quando oferecem estímulos aos pequenos. Apesar de não existir uma regra fixa para você adotar e transformar seu filho na criança mais habilidosa, há formas saudáveis de conhecer e estimular os talentos dele. Esta regra se dá no sentido de respeitar os limites de cada estágio, ou seja, você colabora de maneira gradual, para que cada fase seja aproveitada ao máximo.
    Em se tratando do desenvolvimento emocional da criança, a atenção dos pais é o fator mais importante. Segundo especialistas, o contato visual ativa o cérebro, fazendo com que suas células formem novas conexões. Veja outros estímulos que poderão cooperar com o desenvolvimento do seu filho:
    • De um a dois anos, é comum a criança querer atrair a atenção para si, portanto, tenha cuidado para não reforçar um comportamento negativo. Auxilie a criança a expressar palavras que vão expor suas emoções, uma vez que ela está começando a lidar com os sentimentos.
    • Na faixa etária que compreende dos três aos cinco anos, leve a criança a parques e locais onde possa aumentar sua convivência com outras. Nessa fase, as brincadeiras prediletas são de casinha e escola, pois imitam o mundo real, o que a auxilia lidar com as situações do cotidiano.
    • Dos seis aos oito anos, como a criança já compreende que as suas experiências se diferenciam dos outros, estimule-a a relatar sobre o aquilo que lhe acontece.
    Por Patrícia Lopes
    Graduada em Psicologia
    Equipe Brasil Escola


    Dificuldades em lidar com a criança desobediente.
    A formação educacional dos filhos, principalmente no que se refere à questão de seguir regras e limites impostos pelos pais, têm sido alvo de preocupação por grande parte desses, em virtude das crianças de hoje se apresentarem cada vez mais indisciplinadas e difíceis de lidar.
    Perante as dificuldades apresentadas, os pais estão sempre em busca da melhor forma de educar, porém surgem dúvidas constantes de como proceder.
    Na verdade, a necessidade de ser mais rígido na educação dos filhos está se tornando uma conduta normal em conseqüência dos inúmeros malefícios que a sociedade vem apresentando.
    É fundamental que os pais ou os responsáveis pela formação educacional de um indivíduo, em especial a criança, comece a discipliná-la em casa, sendo a escola responsável por acrescentar valores.
    Essa é uma questão importante a ser refletida, em função de muitos pais estarem confundindo o papel da escola quanto à educação do filho, muitas vezes invertendo os papéis, até mesmo devido a correria do dia-a-dia em busca de oferecer melhores condições para a família e automaticamente tornando-se ausente no ambiente familiar.
    Considerando que nenhuma pessoa é educada de uma hora para outra, sendo a formação educacional um processo contínuo, alguns requisitos são fundamentais, sendo esses colocados com cautela de acordo com a necessidade de cada um:
    • OBJETIVOS: ter consciência que as atitudes que serão tomadas serão com a intenção de educar a criança e, conseqüentemente, propiciar uma relação harmoniosa no ambiente familiar.
    • CONHECIMENTO: os pais que possuem crianças acima de 2 anos de idade poderão passar por situações nas quais seu filho irá testá-lo e contestá-lo (birra, choro, esperneio, etc.) constantemente, com a intenção de não cumprir o que foi colocado.
    • PACIÊNCIA: ponto de partida inicial para ter bons resultados.
    • SACRIFÍCIO: ter em mente que educar exige sacrifício por parte de todos que estão envolvidos, mas principalmente de quem assume o papel de educador.
    • ACORDO: é obrigatório que os pais estejam de acordo com as decisões e opiniões colocadas, de forma que jamais um retire a autonomia do outro, tirando a autonomia e mudando as regras. Tal conduta evita que a criança venha a confundir qual a melhor forma de agir, bem como perceber diante da incoerência do que é colocado pelos pais (proibições, explicações, regras, permissões...).
    • FIRMEZA: a partir do momento que impor algo, deve sustentá-lo, criando o hábito de firmeza, construindo a segurança da criança.
    • PERSEVERANÇA: adquirida na relação cotidiana é fundamental para que alcancem bons resultados.
    Por Elen Campos Caiado
    Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
    Equipe Brasil Escola
    Comportamento - Educador - Brasil Escola

    O ambiente escolar é onde inicia-se uma convivência mais ampla.
    Os seis primeiros anos da vida escolar são os mais importantes para que a criança desvende o mundo de forma saudável. O ambiente escolar é onde se inicia uma convivência mais ampla. Por isso, escolher uma boa escola é essencial. Apesar de não existir uma regra para saber qual é a melhor, há alguns aspectos a serem observados que poderão ser úteis quando você for escolher a escola do seu filho, como: infra-estrutura com segurança, currículo acadêmico, limpeza, esportes, lanches, atividades extra-curriculares, uniforme e material a ser usado.
    Atente para o espaço disposto pela escola: se é amplo, se os banheiros são adequados ao tamanho das crianças, se não oferece riscos. São particularidades que fazem o diferencial e podem oferecer maior tranqüilidade aos pais. Além disso, para que a criança tenha um desenvolvimento favorável, é necessário haver harmonia entre escola e família.
    Alguns consideram que escola ideal é aquela que prioriza a transmissão de informações, na qual a criança leva uma grande quantidade de tarefas para casa e são avaliadas por meio de muitos testes e provas. Já outros entendem que a escola deve estimular o espírito crítico, a criatividade e a capacidade do jovem de manifestar suas opiniões. Considerando esses aspectos pode ser que você consiga avaliar a instituição que melhor atenda a sua expectativa. Boa escolha!

    Por Patrícia Lopes
    Graduada em Psicologia
    Comportamento - Canal Educador - Brasil Escola
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    Incentivo dos pais na educação Infantil
    Inteligência é uma habilidade que necessita de estímulos para se desenvolver plenamente. Os pais podem exercer um papel importante no desenvolvimento da mesma, desde o nascimento do filho. E essa atuação não se refere somente ao aprendizado formal que eles proporcionam, nem da imposição colocada à criança.
    No anseio de colaborar com o desenvolvimento da inteligência, algumas vezes os pais sobrecarregam o filho com uma diversidade de estímulos, porém é preciso ter cuidado. A pressão pode fazer com que a criança fique frustrada e desencorajada.
    Os estímulos aqui abordados referem-se a passeios, brincadeiras, jogos, canto, dança. Assim a criança cria, observa e explora o mundo a sua volta, tem experiências e vivencia temas que irão nortear toda sua vida, como limites, cooperação.
    Outros estímulos adequados proporcionados pelos pais são: toques, palavras de carinho, elogios, conversas, contar histórias. Os especialistas afirmam que outro aspecto mais importante que o tipo de estímulo, é a forma como ele é oferecido. As brincadeiras devem ser acompanhadas de demonstrações de afeto e carinho.
    O bebê pode ser estimulado durante o banho, na troca de roupas, através de canções, de assobios, de um olhar. Para a criança de um a dois anos, cante as canções de ninar na hora de dormir; ofereça folhas de papel e lápis de cores diferentes para brincar. Dos dois aos três anos, uma sugestão é a pintura com tintas atóxicas, pincéis e papel. Se a criança preferir deixe-a pintar com os dedos. Leia os livros adequados para sua faixa etária, deixando-a manuseá-los.
    Na faixa etária dos três aos quatro anos, é a vez dos jogos educativos. Aqueles que possuem regras e são jogados em grupos, trabalham limites e cooperação. Leve-o ao circo, zoológico, cinema. Dos quatro aos cinco anos, uma opção de brincadeira é a dos fantoches, onde cada membro da família representa um personagem e participa da narração da história. Ensine brincadeiras antigas, como corda, amarelinha, dança das cadeiras.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola
    Comportamento - Educador - Brasil Escola

    Estruturas de Creches e pré -escolas
    Observe o espaço físico do berçário, se é ventilado, com brinquedos apropriados.
    Retornar ao mercado de trabalho após o nascimento do filho pode ser um momento de desespero e insegurança para muitas mães, no que se refere à escolha do melhor local para deixá-lo. Em caso de dúvidas, procure informações primeiramente. Você poderá aproveitar o tempo da licença- maternidade para tentar buscá-las. Veja aqui algumas dicas do que é interessante você observar:
    • De acordo com médicos e educadores, além de olharem a higiene do local para evitar a transmissão de doenças, é preciso que os pais se atentem também a atenção que o berçário concede ao desenvolvimento afetivo e cognitivo da criança;
    • Certifique-se de que as pessoas que manipulam as crianças possuem os cuidados higiênicos necessários;
    • Observe o espaço físico, se é ventilado, com brinquedos apropriados, se existe um local específico para a troca de fraldas;
    • Confira se uma das atenções da escola é voltada para a prevenção de acidentes;
    • De acordo com a regulamentação do MEC, para cada seis crianças de até um ano de idade, recomenda-se um adulto, já na faixa etária de um a dois anos são oito crianças;
    • Observe a segurança. Pisos planos, roupas de cama organizadas, mamadeiras esterilizadas;
    • Compreenda como a escola que você visita trata a questão da disciplina, dos limites e como trabalham os direitos e deveres.
    Brasil escola

    Formação da identidade
    A experiência do espelho proporciona a autodescoberta durante o desenvolvimento da criança.
    A formação da identidade da criança é um processo permeado por perguntas como: "Quem sou eu?"; "Como sou?". As respostas a essas perguntas são essenciais para a construção da personalidade. Logo cedo, o bebê começa a se perceber como sujeito e obter consciência corporal para se desenvolver e se organizar no espaço, já que ao nascer, o mesmo totalmente ligado à mãe e não compreende os limites que os separam.
    Durante o primeiro ano de vida, aproximadamente por volta dos seis aos oito meses, a criança percebe que é um ser separado da mãe, iniciando o processo de construção da própria identidade.
    O bebê explora o mundo a sua volta, vivencia sensações, percepções, e por volta dos sete meses, fica fascinado com a experiência de ver sua imagem refletida no espelho. Todas essas vivências dão início à autodescoberta, uma exploração que permite à criança descobrir como seu comportamento repercute no ambiente, fator essencial para que ela se perceba como alguém diferente do outro.
    Com o objetivo de desenvolver a identidade, sugere-se a seguinte atividade para crianças da educação infantil, entre dois e três anos:

    • Material utilizado: Dois espelhos grandes (prefira fixá-los na parede).
    • Tempo previsto: 15 a 20 minutos.
    • Atividade: Estimule a criança a olhar atentamente a própria imagem. Solicite que ela toque diferentes partes do corpo. Sugira brincadeiras como balançar os cabelos, levantar os ombros e cruzar os braços. Encoraje-a a imitar os gestos das outras crianças.
    • Desenvolvimento: A atividade deve ser realizada em frente ao espelho, com o intuito de estimular a observação.
    Por Patrícia Lopes
    Equipe Brasil Escola
    Sugestões Pais e Professores - Educador - Brasil Escola


    O papel da Atividades Lúdicas
    O jogo enquanto ferramenta de aprendizagem vai se desenvolver de forma positiva, se o educador souber trabalhar adequadamente com ele. É sabido que muitos vêem este tipo de atividade como atividade de disputa, onde há perdedores e ganhadores e uma grande parte dos docentes dissemina este conceito errôneo que se tem desta atividade. Quando se trabalha o corpo, a ludicidade e o jogo, desenvolvemos diversas potencialidades como a criatividade, o prazer, a interação entre as pessoas, a cooperação, entre outras.
    Devido o caráter sócio-histórico de Vygotsky, o qual aponta a brincadeira como uma atividade dominante na infância, em que através dela a criança expressa sua imaginação, conhece seu corpo e até mesmo cria suas próprias regras, verificamos que a brincadeira tem caráter essencial na formação e no desenvolvimento do indivíduo na sociedade. Todavia, constantemente nos deparamos com situações onde os jogos são relegados a um segundo plano.
    O desenvolvimento da criança e seu conseqüente aprendizado ocorrem quando esta participa ativamente: seja discutindo as regras do jogo, seja propondo soluções para resolvê-los. É de extrema importância que o professor também participe e que proponha desafios em busca de uma solução e de uma participação coletiva. O papel do educador neste caso será de mediador e este não delimitará mais a função de cada e nem como se deve jogar.
    Outro teórico que percebe o jogo como atividade importante no desenvolvimento da criança, resultando em benefícios morais, intelectuais e físicos, é FROEBEL. Para este teórico, a falta de liberdade e a repressão repercutem negativamente, no que diz respeito ao estímulo da atividade espontânea, característica fundamental para o desenvolvimento.
    Ele percebe o jogo como instrumento de ensino, no qual é possível trabalhar as diferentes disciplinas, tais como: Matemática, Ciências e outras. De acordo com Froebel:
    “ Brincar é a fase mais importante da infância- do desenvolvimento humano neste período- por ser a auto-ativa representação do interno- a representação de necessidades e impulsos internos.” (FROEBEL, 1912, pp. 54-55)
    Assim, semelhante ao pensamento de Vygotsky, que vê a interação como ação que provoca intervenções no desenvolvimento da criança, Froebel, também concorda que os jogos interferem positivamente, pois no brincar a criança expõe sua capacidade representativa, o prazer e a interação com outras crianças.
    Desta forma, entendo que as atividades lúdicas cooperativas contribuem e oportunizam as crianças momentos de expressão, criação e de troca de informação, além de trabalhar a cooperação. Torna-se necessário também que o educador reavalie seus conceitos a respeito dessas atividades, principalmente com relação aos jogos, e que neste processo a criança tenha espaço para expressar sua fala, seu ponto de vista e suas sugestões. O professor ao propor algum tipo de atividade, deve deixá-lo à vontade, pois através da troca de experiências com outros colegas, da criatividade e busca de soluções, ele conseguirá construir seu próprio conhecimento.
    Referências Bibliográficas

    -  KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org) – O Brincar e suas teorias – São Paulo: Ed. Pioneira , 2002.
    - SANTOS,Carlos Antônio – Jogos e Atividades Lúdicas – Editora Spirit –1998.
    - VYGOTSKY, L. A Formação Social da Mente. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1984.

    Flavia Sales
    Estudante de Pedagogia - UERJ/RJ
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